EUA negocia acordo com a executiva da Huawei detida no Canadá

Por Rubens Eishima | 06 de Dezembro de 2020 às 16h00
Divulgação/Huawei
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Detida no Canadá a pedido do governo dos Estados Unidos, a executiva da Huawei Meng Wanzhou estaria em negociação com promotores norte-americanos para chegar um acordo que a libere das acusações feitas.

A notícia foi publicada pela agência de notícias Reuters citando fontes ligadas ao assunto. O governo dos Estados Unidos solicitou a detenção da CFO da Huawei — e filha do fundador da empresa — sob a acusação de participação em um esquema para venda de equipamentos ao irã, país alvo de uma série de sanções econômicas por parte dos norte-americanos.

Meng por sua vez sempre negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade. O jornal The Wall Street Journal publicou que os termos iniciais do acordo oferecido à executiva envolviam a confissão de algumas das acusações feitas, algo que a chinesa não estaria disposta a fazer.

A detenção de Meng no Canadá em 2018 — e a novela envolvendo a sua liberdade ou extradição para os Estados Unidos —, causou um mal-estar não só entre os Estados Unidos e a China, já envolvidas em uma guerra comercial, como também azedou as relações entre o país asiático e o governo canadense.

Executiva da Huawei tem residência no Canadá e está proibida de voltar à China (Imagem: divulgação/Huawei)

Pouco tempo depois da detenção de Wanzhou, a China deteve dois cidadãos canadenses acusados de espionagem, também sem provas concretas, além de aumentar os impostos sobre produtos agrícolas dos vindos do país americano.

Espionagens

O caso da executiva não tem relação direta com as sanções impostas pelo governo de Donald Trump à Huawei, sob a acusação (também sem provas) de que a fabricante colabora com esforços de espionagem do governo chinês.

Também não tem ligação com outro caso nos EUA, em que a Huawei é acusada de roubar dados confidenciais de empresas norte-americanas de tecnologia e atividades econômicas na Coreia do Norte, outro país alvo de sanções econômicas.

Fonte: Reuters

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