YouTube muda regras para links externos em vídeos

Por Redação | 02 de Outubro de 2017 às 10h00

O YouTube realizou uma pequena mudança na forma como lida com links externos para sites, campanhas de financiamento coletivo ou outras plataformas. A partir de agora, somente criadores de conteúdo que fizerem parte do programa de parcerias do site poderão adicionar ligações desse tipo, seja no início, durante ou ao final de seus vídeos.

De acordo com a Google, trata-se de uma medida para proteger seus usuários. A entrada no programa de parcerias do YouTube é automática, mas também “marca” os criadores que são efetivamente ativos na plataforma, garantindo, assim, que eles não colocarão links de malwares, propagandas externas, spam ou outros tipos de conteúdo que sejam danosos aos usuários.

Alguns requisitos, por outro lado, são necessários e a entrada no programa exige, inicialmente, que 10 mil visualizações sejam realizadas no canal. A parceria, além de permitir o uso de links externos, também dá acesso a ferramentas de monetização e doações do próprio YouTube, além de recursos como transmissões ao vivo e outros que incrementam a presença do criador na plataforma.

Apesar de atingir canais pequenos, a alteração na política de uso de links não afeta quem está associado a uma network. Além disso, os vídeos não precisam estar monetizados para que as ligações externas possam ser feitas, bastando apenas que o criador esteja apto a fazer isso para que a conexão seja criada.

Quem já fez isso em vídeos passados também não verá mudanças, mas a Google não é clara quanto aos canais que criavam links sem fazerem parte do programa de parcerias – é possível que as ligações sejam apagadas no futuro, de forma automática. Nada muda, entretanto, com relação a descrições em texto ou o uso de URLs de forma visual, nos próprios vídeos.

A mudança vem, possivelmente, para conter um dos principais problemas do YouTube atualmente, a hospedagem de conteúdo protegido por direitos autorais. Isso é proibido de acordo com os termos da plataforma, mas não tem impedido que operadores de sites de download ou streaming ilegais publiquem trechos de novos filmes na plataforma, com links para os sites que os oferecem completamente – muitas vezes, com direito a malwares embarcados e tudo mais.

No começo do ano, a Google já havia interrompido completamente a exibição de anúncios em canais novos, mesmo aqueles cuja renda é entregue à própria plataforma, e não ao criador. Agora, cerceia ainda mais o rol de ferramentas disponíveis aos criadores, algo que já vem gerando críticas por, mais uma vez, ser citado como uma maneira de impedir que os nanicos cresçam e ganhem relevância em um mercado cada vez mais disputado.

Além disso, causou discussões o fato de a mudança ter sido feita sem consulta ou aviso prévio a criadores, atingindo muitos que, simplesmente, não têm interesse em firmarem uma parceria com o YouTube. Foi apenas depois dos comentários deles que a empresa se pronunciou para confirmar a mudança e explicar os motivos por trás da aplicação das novas normas com relação aos links.

Fonte: The Next Web

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