Serviços de streaming online fazem a pirataria na web despencar

Por Redação | 05 de Julho de 2016 às 07h47

Com o crescimento de serviços de streaming de música e vídeo, como Netflix e Spotify, todos a um preço que pode ser considerado justo, ou até mesmo acessível, piratear material na internet pode não ser mais a moda do momento. A comodidade e a acessibilidade dada por esse tipo de serviço têm sido fortes ferramentas para diminuir a pirataria na web.

Um estudo divulgado recentemente pelo Intellectual Property Office (IPO, sigla em inglês) mostra que a pirataria de filmes e música chegou ao menor patamar em cinco anos - período em que o estudo foi conduzido. Encarregado de combater infrações de direitos autora no Reino Unido, o IPO revelou que 44% dos usuários de internet estão acessando os meios legais de streaming, e 31% dos usuários não fizeram nenhum download ou assistiram a filmes online em um período de três meses. O IPO ainda apontou que apenas 15% das pessoas que veem filmes ou ouvem música na internet fizeram isso por vias ilegais.

Outro relatório produzido pela Kantar Media revelou uma ligação entre o crescimento deste tipo de serviço e a queda da pirataria. Os dados obtidos apontam que 80% dos ouvintes de música online são assinantes de algum serviço legal e não se utilizam de meios ilegais para consumir músicas. No ano passado, o número era de 74%.

A Ministra para a Propriedade Intelectual do Reino Unido, Baronesa Neville Rolfe, disse estar feliz com os resultados e que acredita que os usuários estão "se voltando em massa para a legitimidade do streaming". No entanto, a Baronesa de Rolfe pontuou que ainda há muito o que ser feito e garantiu que o governo está comprometido em lutar contra o roubo de IPs, de maneira a ofertar todo o apoio necessário à indústria criativa.

O estudo também apontou que download via P2P - maneira mais popular de piratear arquivos online - caíram de 12% para 10% neste ano, indo na mesma mão dos resultados de outras formas de download.

Estudos como esses vêm sendo feito há bastante tempo, e desde 2013 os streamings têm se fortalecido cada vez mais.

Fonte: The Telegraph

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