Serviços de streaming e spyware estariam diminuindo a pirataria de música

Por Redação | 04.09.2013 às 11:00

Um estudo da NPD Group mostrou que a quantidade de downloads de músicas ilegais teve uma redução de 26% em 2012 em relação ao ano anterior. Além disso, 40% das pessoas entrevistadas que em 2011 baixavam músicas ilegamente abandonaram a prática no ano seguinte.

Segundo a pesquisa, o motivo citado por mais da metade das pessoas que pararam de baixar músicas foi o uso de serviços de streaming, como o Spotify. Concorrente do Rdio e do Deezer, o aplicativo funciona como um “Netflix de áudio”. Basta assinar o serviço e, mediante pagamento de uma taxa mensal de aproximadamente R$ 20, você tem direito de ouvir diversos álbuns, sem limite de tempo ou quantidade.

No entanto, é uma ilusão imaginar que as pessoas, majoritariamente, pagam pelo conteúdo que consomem na internet. Apesar do crescimento dos serviços legais e pagos de distribuição de conteúdo (como o Spotify e o Netflix), é notório que o usuário da internet como um todo tende a preferir as plataformas legais e gratuitas (como o YouTube) ou simplesmente ilegais e gratuitas (caso de sites como Grooveshark, para música, e de inúmeros outras plataformas que contam com conteúdo em streaming de filmes e séries).

Apesar de não mensurada nesse estudo em particular, a disponibilidade instantânea, via streaming, de conteúdo pirata, certamente contribuiu para que as pessoas baixassem menos torrents. Isso não significa que elas consomem menos conteúdo protegido por copyright, apenas que fazem menos downloads. Logo, é preciso ver os resultados com cautela.

De acordo com o estudo, outro motivo para o abandono do download ilegal de música é o medo de vírus e spywares que muitas vezes são distribuídos por sites que oferecem esses conteúdos atualmente. O fechamento de serviços favoritos de download (talvez o Megaupload?) foi a razão de 20% terem abandonado a prática de baixar músicas. 44% dos entrevistados também pararam de ripar CDs (copiá-los para o computador), prática comum na década de 2000. “Entre outros fatores, o aumento no uso de serviços de streaming legais e licenciados se provou uma alternativa para os fãs da música que antigamente usavam redes P2P para conseguir as canções”, disse Russ Crupnick , vice-presidente da NPD, esperançoso.

Fonte: Forbes