Netflix terá que aumentar preço ou recorrer a publicidade, diz especialista

Por Redação | 29 de Abril de 2015 às 11h40
photo_camera Divulgação

Em meio a rodada de anúncios de resultados financeiros das grandes empresas no primeiro trimestre de 2015, Martin Sorrell, o CEO da WPP, maior grupo de agências de publicidade do mundo, resolveu dar alguns palpites em relação ao negócio da Netflix.

"A Netflix é extremamente poderosa, no entanto ainda não obteve rentabilidade – aquela coisa fora de moda que, no final das contas, todos nós estamos interessados", disse Sorrell durante uma conferência em Londres promovida pela Financial Times nesta terça-feira (28).

A empresa que oferece um dos serviços de streaming de vídeo mais popular do mundo registrou um lucro líquido de US$ 24 milhões no primeiro trimestre deste ano e resultado líquido por ação de US$ 0,77. O resultado positivo surpreendeu tanto a Netflix quanto o mercado, que havia previsto que as ações da empresa não passariam dos US$ 0,69.

Apesar da boa notícia, é preciso dizer que o fluxo de caixa da empresa também foi negativo no período: ao todo, a companhia gastou cerca de US$ 59 milhões no último trimestre apenas para cobrir suas despesas.

Os principais gastos se devem ao investimento agressivo na expansão internacional de seus serviços, marketing e aquisição de conteúdo. O CEO da WPP disse que o diretor de conteúdo da Netflix supervisiona um orçamento de produção de pelo menos US$ 4 bilhões.

"Nessas circunstâncias, [a Netflix] terá que aumentar os seus preços de assinatura – e você pode lembrar como foi a reação em relação a isso da última vez – ou ter uma operação para gerar receitas alternativas, uma das quais será a publicidade", disse Sorrell. Essa publicidade não deve assumir a forma de propaganda na TV, por exemplo, mas pode incluir conteúdo ou patrocínio de marcas.

De qualquer forma, a Netflix está colhendo bons frutos, tanto que os investidores têm promovido altas expressivas em suas ações no mercado. Além disso, a empresa também tem assustado os gigantes da televisão; prova disso é um relatório divulgado recentemente pela empresa de pesquisa BTIG.

Ele sugere que, caso o serviço de streaming fosse uma rede de transmissão interna dos Estados Unidos, ele seria, no mínimo, a quarta maior rede do país, ou talvez até mesmo a segunda mais assistida da região, caso a comparação fosse feita utilizando o tempo que os usuários passam assistindo seu conteúdo como base.

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