Netflix compra briga contra limite de dados nos EUA

Por Redação | 12 de Setembro de 2016 às 18h48

A polêmica sobre a imposição de limite para a banda larga não é exclusividade do Brasil. Nesta segunda-feira (12), a Netflix dos Estados Unidos entrou para o time da resistência. Para a empresa, o limite é uma coação desnecessária para as telecomunicações.

A Netflix argumentou para o FCC (órgão de regulamentação das comunicações nos Estados Unidos) que, para um usuário médio americano, o limite médio mensal deveria começar em 300 Gb para contemplar apenas as transmissões televisivas pela internet, sem contar os dados de navegação e download de jogos e apps. Para um usuário acima da média, que utilizaria tecnologias mais pesadas como vídeo em 4K, o pacote deveria ser ainda mais alto.

É válido salientar que o "usuário acima da média" de hoje será o usuário médio em um futuro próximo com a popularização e padronização do vídeo 4K. Segundo a Netflix, um streaming de 3,4 horas de conteúdo HD consome 10 Gb, enquanto Ultra HD utilizaria 24 Gb.

Algumas empresas, no entanto, nadam contra a corrente. A operadora americana Comcast anunciou recentemente o aumento de 300 Gb para 1 Tb no limite de consumo de dados para seus clientes.

Como a Anatel, a FCC tem um histórico de considerável neutralidade nesses assuntos. No entanto, conforme as disputas de interesse se acirram, a situação pode ficar mais complicada. Recentemente, o órgão americano perdeu terreno sobre a legislação municipal de banda larga nos EUA, indicando que interesses mercadológicos podem estar ganhando força internacionalmente.

Fonte ARS Technica

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