Navegador Brave não usa mais o Google como buscador padrão

Navegador Brave não usa mais o Google como buscador padrão

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 20 de Outubro de 2021 às 11h00
Brave

A partir desta quarta (20), o Brave não utilizará mais o Google como mecanismo de busca padrão em novas instalações — no lugar, ficará o Brave Search, o buscador próprio da companhia. O navegador focado em privacidade anunciou a mudança que, além de fortalecer a busca por privacidade máxima na web, também favorece a popularidade de sua solução nativa.

O motor de busca do Brave fez a primeira aparição em junho deste ano, em testes abertos para todos os usuários. Além de dar mais espaço para mecanismos alternativos, a medida também ajuda o Google a se livrar da mira de reguladores internacionais, que analisam a presença praticamente absoluta da empresa no mercado de buscadores com extrema desconfiança.

O Brave Search ainda é etiquetado com o selo "BETA" na parte inferior (Captura: Igor Almenara/Canaltech)

“Como sabemos por experiência em muitos navegadores, a configuração padrão é crucial para a adoção, e o Brave Search atingiu a qualidade e a massa crítica necessárias para se tornar nossa opção de pesquisa padrão”, pontua o CEO da empresa, Brendan Eich.

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É fato que isso não garante que o Brave Search será a opção favorita dos usuários. A solução alternativa pode ser mais conveniente, mas nem sempre atrativa — exemplo disso é o Bing, no Microsoft Edge. A solução da MS é significativamente superior ao mecanismo de busca do Brave, mas nem recursos de ponta garantem popularidade a ela na disputa com o Google.

A busca entrega resultados bem genéricos, bem apegado aos termos pesquisados e nem sempre interessantes para o contexto do usuário (Captura: Igor Almenara/Canaltech)

Ainda assim, é interessante que mais competidores sejam inseridos ao mercado. A solução do Brave ainda está bem fresca — dá para notar isso já em algumas pesquisas breves por lá. Os resultados tendem a ser bem genéricos quando poucos termos foram inseridos e a busca por imagens também não é tão interessante para fazer buscas complexas.

Pesquisas por "canaltech Android 12" não entregam muitos resultados do site, apesar de já existirem dezenas de artigos relacionados publicados na web (Captura: Igor Almenara/Canaltech)

Brave ainda longe do top 3

Embora seja um passo positivo em direção à independência do Google, o Brave ainda tem que caminhar bastante para alcançar os principais competidores do segmento. A presença do navegador é tão pequena, que nem em gráficos do StatCounter ele costuma aparecer.

Nos gráficos do StatCounter, Brave provavelmente está inserido na categoria "outros" (Imagem: Reprodução/StatCounter)

O próprio navegador alega que há mais de 40 milhões de usuários ativos mensalmente, o que já é um número considerável — em seu buscador, o número de pesquisas mensais alcança 80 milhões por mês. São valores significativos, mas a briga do app ainda é para alcançar os competidores menos relevantes no mercado.

A presença de um mecanismo de busca nativo robusto também pode servir para impulsionar o Brave como uma alternativa focada em privacidade. Por ser livre do Google também em pesquisas, o usuário preocupado com o próprio rastro na web pode ver o programa como uma solução mais interessante.

Atualmente, o download do Brave é gratuito (Windows | Android | iOS) e não há propagandas no aplicativo. Futuramente, porém, a companhia afirma que separará o programa em uma edição gratuita e uma paga, em que o serviço “premium” pouparia o usuário de publicidade, enquanto a versão grátis voltaria a exibir anúncios.

Fonte: Brave

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