Maioria dos americanos culpa líderes políticos pela onda de fake news

Por Rafael Rodrigues da Silva | 06 de Junho de 2019 às 08h23
Reprodução

Desde o ano passado, sites como o Facebook, Twitter e YouTube têm se esforçado para criar mecanismos de combate às notícias e boatos falsos — as chamadas “fake news” —, mas uma nova pesquisa indica que esses esforços ainda estão longe de serem suficientes para reverter a atual onda de desinformação.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Pew Research Center, os adultos que consomem notícias primeiramente por redes sociais (Facebook, YouTube, Twitter, WhatsApp, etc) estão muito mais propensos a compartilharem notícias falsas do que aqueles que consomem notícias por meios de imprensa mais tradicionais (TV, jornais, revistas, rádio e sites de veículos de mídia profissionais), mas, infelizmente, essa diferença não é tão grande quanto gostaríamos que fosse.

A pesquisa mostra que cerca de 60% das pessoas que se atualizam das últimas notícias através de redes sociais já compartilharam notícias falsas com seus amigos e parentes, enquanto 51% daqueles que se informam por meios mais tradicionais também já compartilharam uma notícia falsa. E a estatística mais triste: independentemente de por onde você se informa, a chance de se deparar com uma notícia falsa ao longo do dia é praticamente a mesma.

A pesquisa entrevistou mais de 6.000 adultos residentes nos Estados Unidos entre 19 de fevereiro e 4 de março e mostra que uma porção significativa da população vê as fake news como um problema grave que precisa ser solucionado. Cerca de dois terços dos entrevistados disseram ter entrado em contato frequente com fotos ou vídeos que foram alterados para parecer algo que não era real, o que mostra que o problema não é algo pontual, mas corriqueiro na vida dos cidadãos do país.

Mas, pelo menos se depender da opinião pública, empresas como Facebook e Twitter podem ficar sossegadas: apenas 9% dos entrevistados acham que as empresas de tecnologia têm a maior parte da culpa por esse cenário. Por outro lado, a maioria dos entrevistados acredita que a culpa é dos líderes e ativistas políticos, sendo eles os principais responsáveis pelo atual cenário, e que os jornalistas poderiam se esforçar mais para tentar resolver o problema. O pessimismo quanto ao tema é tamanho que 56% dos entrevistados acreditam que esse problema só irá se agravar nos próximos cinco anos.

Fonte: CNet

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