Empresa quer que o e-mail seja a principal ferramenta de comunicação informativa

Por Ares Saturno | 18 de Maio de 2018 às 17h00

Nas últimas décadas, o e-mail passou de centro de todo contato interpessoal e profissional a um meio de comunicação praticamente fadado ao esquecimento. Isso porque, com a evolução de outras ferramentas de comunicação, o que inclui mensageiros e redes sociais, o e-mail passou a ser visto como algo um tanto quanto antiquado. Até agora.

É que uma pequena empresa da Holanda, chamada Revue, pretende requentar essa forma de compartilhar informações de forma a atrair desde grandes editores até escritores individuais sem grandes pretensões. Com uma plataforma de publicação completa, o serviço oferece uma forma prática de organizar links para artigos, publicações no Twitter, vídeos no YouTube e outros conteúdos do tipo, bastando o usuário adicionar os links e o texto que o sistema formata tudo, sem que seja necessário nenhum conhecimento de design ou diagramação.

Esse foco na praticidade levou diversos jornalistas da área de tecnologia internacional, como Casey Newton, do The Verge, Jon Russell, do TechCrunch e M.G. Siegler, da Alphabet, a se inscrever no serviço ofertado pela Revue. Acostumados a publicar em outras plataformas como Twitter, Medium ou Tumblr, a expansão para o domínio dos boletins informativos por e-mail trouxe um recurso ímpar: a possibilidade de se conectarem diretamente com seus leitores, sem algoritmos duvidosos fazendo o meio de campo.

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Revue permite que os links sejam incluídos com praticidade (Captura de Tela: Fast Company)

Deixando um pouco o público corporativo de lado, a Revue volta seu foco aos jornalistas, que compõem a maior parte dos 35 mil usuários da plataforma. E, destes, a maioria utiliza o plano básico gratuito do serviço, que permite o número máximo de 50 inscritos.

Os objetivos da Revue para o futuro próximo são converter uma maior parcela de seus usuários gratuitos em assinantes dos serviços pagos, que contemplam planos entre US$ 5 a US$ 135 mensais, dependendo do número de assinantes, além de atrair editores que desejem utilizar a plataforma para gerenciar seus projetos de boletins informativos.

Ainda é cedo para afirmar que o e-mail recuperará a relevância que tinha nos primórdios da internet, mas é fato que muitos canais de informação já vêm retomando o antigo hábito de enviar newsletters periódicas a seus assinantes por e-mail. Por um período, muita gente deixou de confiar nas newsletters porque, ao se inscrever em um boletim, acabavam recebendo SPAM na sequência. Mas com a desconfiança relacionada aos algoritmos das plataformas sociais em alta, é capaz de o bom e velho e-mail recuperar seu lugar ao sol.

Fonte: Fast Company

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