Anatel convoca empresas de streaming e internet para estudar impacto da COVID-19

Por Rubens Eishima | 24 de Março de 2020 às 11h30
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Formado na última sexta-feira (20) pela Anatel, o Grupo de Gestão de Riscos e Acompanhamento do Desempenho das Redes de Telecomunicações (GGRR) criado em resposta à epidemia da COVID-19 passará a incluir também empresas de internet, como Facebook, Google e Netflix.

Segundo reportagem do site Telesíntese, as empresas farão uma reunião online nesta terça-feira (24) para analisar e discutir os impactos das medidas de distanciamento social nas redes de telecomunicações.

A GGRR incluía originalmente as principais empresas de telecomunicação do Brasil — Algar, Claro, Nextel, Oi, Sercomtel, Telefônica e TIM — além de Abrint (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), Neo (Associação de Operadores de TV por Assinatura e Internet Banda Larga), Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal).

Em comunicado à imprensa, a Anatel citou que um dos objetivos da GGRR é manter “um ambiente permanente de avaliação das condições de tráfego e capacidade das redes de telecomunicações, focando seus esforços no monitoramento das redes e na articulação, com prestadoras, poder público e demais setores privados, especialmente os provedores de conteúdo na internet, na adoção de todas as medidas necessárias para a superação da crise".

Além disso, o órgão afirma que o grupo recém-formado "priorizará soluções emergenciais que tenham por principal objetivo a continuidade do serviço e seu acesso pela população brasileira, sobrepondo-as às regras criadas para momentos de normalidade.”

Reunião

Entre os objetivos da reunião desta terça estão analisar o impacto das recomendações para que a população permaneça em suas casas nas redes de telecomunicações, além de possíveis ações para evitar uma queda de desempenho no tráfego de dados.

A convocação das empresas de streaming acontece devido à participação dos serviços de transmissão de dados no volume de dados trafegado na internet. Segundo a consultoria Sandvine, a transmissão de vídeo é responsável por 60% do tráfego global da internet. Netflix e YouTube respondem por 12,6% e 8,7%, respectivamente, do total, com outros serviços, como Prime Video e Twitch (ambos da Amazon) e Facebook Video e Instagram (ambos do Facebook), com parcelas importantes em algumas regiões.

Streaming domina tráfego de dados pelo mundo (imagem: Sandvine)

Procurada pela reportagem do Canaltech, a Anatel não concedeu nenhuma resposta até o momento de publicação desta notícia.

Fonte: Telesíntese

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