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Como a inteligência artificial pode entender e criar novas imagens?

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 05 de Agosto de 2023 às 16h00

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Tara Winstead/Unsplash
Tara Winstead/Unsplash

A habilidade de visualizar o mundo real e reproduzi-lo em desenhos, pinturas, vídeos e outras mídias costumava ser uma capacidade exclusivamente humana, mas após décadas de muita pesquisa, melhorias em algorítmos e aperfeiçoamento de redes neurais, a inteligência artificial pode entender e criar novas imagens com uma competência sem precedentes.

Como a inteligência artificial pode entender imagens?

A tecnologia ganhou o “talento” de compreender uma infinidade de imagens graças a anos de aprendizado profundo (ou deep learning, no termo em inglês) — basicamente algoritmos capazes de criar uma rede neural com várias camadas e simular o processo de raciocínio da mente humana.

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Com a formação de um conjunto de redes, a IA reconhece objetos, padrões e cada minúcia de uma imagem. Para isso, usa seus algoritmos de processamento a fim de obter informações necessárias para formular um compreendimento do contexto visual apresentado a ela.

Esse tipo de tecnologia é visto no dia a dia — mais precisamente em aplicativos e softwares de reconhecimento facial. Por exemplo, quando você vai ao banco sacar dinheiro em espécie e precisa ter o rosto reconhecido pela da lente do caixa eletrônico ou quando usa a tecnologia para simplesmente desbloquear o seu celular.

Locais públicos com alta movimentação de pessoas, como terminais, aeroportos e avenidas, também fazem uso do recurso. Sua aplicação é vasta e daria para citar uma infinidade de exemplos.

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Como a IA pode criar novas imagens?

A capacidade de criação de novas imagens pela IA, por sua vez, é possível graças aos modelos generativos adversariais (ou GANs). Esses modelos consistem em duas redes neurais:

  • Geradora: como o nome sugere, é a rede encarregada de gerar as imagens em si;
  • Discriminadora: rede que passa o “pente fino” e avalia a autenticidade da criação.

A discriminadora tem acesso a um banco de imagens com exemplos da vida real, com direito a informações adicionais sobre cada registro. Com esses detalhes à disposição, a rede pode fazer uma espécie de “triagem” para deduzir o quão próxima da realidade a criação está usando um sistema de pontuação.

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Após aplicar as notas, o discriminador devolve a imagem para ao sistema gerador da IA, que cria um feedback e retorna os dados com alterações para uma nova rodada de filtros. Esse vai e vem permanece até o sistema de pontuação determinar que a imagem gerada pela IA seja “original”.

Nesse sentido, a IA é capaz de identificar pessoas, animais e objetos com alta precisão via reconhecimento facial e detecção de objetos. Na edição automática de fotos, por exemplo, a tecnologia pode melhorar a qualidade de uma imagem, remover imperfeições e ajustar cores em segundos — o que poderia levar horas na mão de obra humana.

Apesar disso, nem sempre a tecnologia entrega resultados satisfatórios, sendo que alguns deles são bem bizarros, inclusive. A compreensão e criação de imagens são baseadas em dados pré-existentes e em treinamentos específicos, portanto a criatividade humana e a sua capacidade de realizar interpretações subjetivas continuam sendo fundamentais no campo das artes.

A inteligência artificial e a arte

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Aprofundando no tema, a IA é constantemente alvo de polêmicas, pois, apesar das limitações, é capaz de gerar pinturas e composições autênticas em questão de segundos — o que desperta certo temor e rejeição por parte de artistas que veem seus trabalhos ameaçados pelo advento.

Para que consiga dar vida às suas criações, a inteligência artificial também recorre a algoritmos e redes neurais treinados com anos de exposição e aprendizado de diferentes estilos de artes, aproveitando-se de obras humanas (pinturas, fotografias e filmes, por exemplo) por vezes sem os devidos créditos nem remuneração apropriada

Se você deseja ver com os seus próprios olhos a inteligência artificial gerando registros incríveis, vale a pena conhecer as ferramentas DALL-E, Midjourney, Lensa e a IA do Photoshop.