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Primeiro navio autônomo do mundo começa a cruzar o Atlântico

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 18 de Junho de 2021 às 12h50

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Reprodução/IBM
Reprodução/IBM

O primeiro navio autônomo do mundo, finalmente, começou a sua aventura cruzando o oceano Atlântico de Plymouth, na Inglaterra, até a cidade de mesmo nome em Massachusetts, nos EUA. A embarcação deveria ter zarpado em setembro do ano passado, mas a viagem foi adiada por causa da pandemia.

O Mayflower 400 (MAS400) é um projeto desenvolvido pela IBM em parceria com a organização de pesquisas marinhas ProMare. Ele deve levar aproximadamente de três a quatro semanas para atravessar os mais de cinco mil quilômetros que separam as duas cidades.

O trajeto é o mesmo percorrido pelo Mayflower original, que trouxe os chamados “pais peregrinos” para a Nova Inglaterra em 1620. Eles foram os primeiros ingleses protestantes a emigrarem para a América do Norte, fundando as colônias que, mais tarde, se tornariam os Estados Unidos.

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Autonomia

O navio feito de alumínio e carbono não foi criado para transportar pessoas, mas sim para realizar pesquisas sobre a poluição marinha e rastrear mamíferos aquáticos. Ele tem 15 metros de comprimento e pouco mais de 6 metros de largura, sendo impulsionado por um motor híbrido movido a energia solar que garante uma velocidade máxima de 18 km/h.

A autonomia do Mayflower é suportada por mais de 50 sensores, câmeras de alta definição e um sistema de aprendizado profundo da IBM para identificar e evitar obstáculos, correntes hostis e condições climáticas adversas em alto-mar. O navio também é capaz de seguir regras internacionais de navegação e utilizar cartas náuticas atualizadas em tempo real.

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Apesar de ser completamente autônomo, todo o monitoramento da embarcação será feito em terra firme. Um centro de comando instalado em Plymouth, na Inglaterra, ficará de sobreaviso 24 horas por dia, caso seja necessário assumir o controle do navio em situações de perigo.

Coleta de dados

O Mayflower leva uma carga científica de aproximadamente 700 kg, incluindo sensores acústicos, de nutrientes e de temperatura que serão usados para coletar dados marítimos durante a viagem. Sozinho no oceano, ele será capaz de colher amostras de água e detectar a presença de microplásticos, além de analisar a composição química e o nível do mar.

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Outro objetivo dos cientistas é aperfeiçoar esse sistema para aplicações futuras na indústria de transportes marítimos. Todos os dados coletados serão oferecidos gratuitamente para empresas que quiserem investir em programas de IA para desenvolver técnicas de navegação autônoma.

Para quem quiser acompanhar a saga do Mayflower pelo oceano Atlântico ao vivo, a IBM disponibilizou uma webcam que capta imagens do trajeto em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. Ela só não funciona quando o navio passa por alguma região onde não há cobertura das redes de comunicação.

Fonte: New Atlas