Mochila-helicóptero pode substituir jetpack tradicional em voo solo

Mochila-helicóptero pode substituir jetpack tradicional em voo solo

Por Gustavo Minari | Editado por Douglas Ciriaco | 04 de Junho de 2021 às 16h45
Reprodução/CopterPack

A invenção futurista chamada CopterPack completou seu primeiro voo em uma praia na Austrália. Criada pela startup australiana de mesmo nome, o helicóptero de mochila (ou mochila-helicóptero) é uma mistura de drone com jetpack convencional.

Um vídeo publicado recentemente no YouTube mostra um piloto decolando com a engenhoca e fazendo manobras a alguns metros do solo. Durante o voo, ele também percorre uma parte do trajeto sobre as águas do mar.

Controle de voo

Como é possível ver no vídeo, o CopterPack não possui rotor de cauda como um helicóptero normal. O piloto controla a guinada do aparelho por meio de uma engrenagem diferencial instalada na transmissão de acionamento das hélices.

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Quando o conjunto de um lado é ajustado para girar ligeiramente mais rápido que o outro, a ação combinada produz o movimento e ao mesmo tempo estabiliza o dispositivo, garantindo a dirigibilidade necessária para um voo em baixas altitudes.

De acordo com o site da empresa, o CopterPack é um helicóptero elétrico para ser colocado nas costas do usuário, com um sistema de piloto automático autonivelante. A fuselagem do equipamento é construída com fibra de carbono, em uma disposição parecida com um favo de mel.

Manche usado pelo piloto para controlar o CopterPack (Imagem: Reprodução/CopterPack)

Turbulências no horizonte

O site da empresa não traz dados sobre segurança e muito menos sobre a autonomia da bateria do CopterPack. Também não fica claro a que distância ele pode voar nem qual a altitude máxima que o dispositivo consegue atingir.

Os donos da startup ainda não deram nenhuma palavra sobre o preço do CopterPack nem sobre a disponibilidade do equipamento. A ideia é chamar a atenção de possíveis investidores, interessados em financiar a fabricação dos dispositivos em série.

Por enquanto, eles conseguiram despertar o interesse de curiosos e de entusiastas de tecnologias de voo pessoal, que já foram testadas por outras empresas em um passado recente e sem muito sucesso.

Em 2014, a empresa neozelandesa Martin Aircraft Company lançou o Martin Jetpack, um equipamento feito com uma estrutura de fibra de carbono e alumínio, capaz de carregar 120 Kg, durante 30 minutos a mais de 900 metros de altura. O problema era o preço que na época era de US$ 20 mil (R$ 101 mil), o que acabou limitando as vendas a apenas algumas unidades.

Martin Jetpack (Imagem: Reprodução/M2K)

Uma luz nesse interminável túnel de tentativas pode estar em uma marca atingida recentemente pelo inglês Richard Browning. Ele utilizou um jetpack da empresa Anker para percorrer 100 metros em apenas 7,69 segundos, conquistando o recorde mundial de “100 metros mais rápidos em um traje motorizado a jato controlado pelo corpo”. A competição foi realizada pelo Guinness World Records em Southampton, na Inglaterra.

Depois de tantos fracassos, pode ser que finalmente as empresas tenham encontrado uma fórmula viável para tornar o voo pessoal possível. Mas ainda é cedo para afirmar que em um futuro próximo teremos mochilas voadoras realmente eficientes, capazes de levar pessoas de um lugar a outro com conforto e segurança.

Fonte: Futurism

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