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Volta às raízes: Intel mira na produção de memória, mas não como você pensa

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Gemini/Canaltech
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A Intel, uma das precursoras de DRAM e que abandonou o setor em 1985 para focar em processadores, está oficialmente de volta ao jogo das memórias. Mas não se engane, o objetivo não é competir por preço em módulos DDR5 convencionais em crise, mas sim resolver o maior problema da computação moderna: o suprimento de memórias voltadas para inteligência artificial.

O mercado de PCs já é a maior vítima da crise de DRAM, com falta de memória RAM e preços elevadíssimos com o baixo estoque disponível ditando as regras. No meio dos data centers, que se beneficiam pela prioridade no silício (fabricantes estão produzindo mais memória HBM do que DDR5, por exemplo), a situação está melhor, mas ainda não imune à crise. É para resolver essa questão que a Intel quer retornar a esse segmento.

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A peça central dessa estratégia é a tecnologia Z-Angle Memory (ZAM). Para o entusiasta que acompanha a evolução das arquiteturas, existe um gargalo conhecido: as GPUs e CPUs de IA evoluíram em poder de processamento numa velocidade muito superior à capacidade da memória de entregar dados.

O projeto, em colaboração com a SaiMemory (subsidiária da SoftBank), visa criar uma estrutura de memória otimizada especificamente para o fluxo de dados de modelos de linguagem de larga escala (LLMs). A proposta é atacar as latências de acesso e a largura de banda, permitindo que o silício entregue mais desempenho e não seja limitado como a DRAM tradicional.

A parceria com o braço de semicondutores da SoftBank sinaliza que a Intel busca maior integração vertical. Ao dominar tanto o processamento quanto a arquitetura de memória necessária para a IA, a Intel pode oferecer soluções mais customizadas do que a concorrência, que dependente de fornecedores externos de memória.

A notícia empolga a indústria como um todo, especialmente a parte voltada para IA, mas ainda deixa os usuários de PC, principalmente PC gamers e profissionais, que necessitam de memória RAM em maior quantidade, a ver navios. Nesse segmento, a situação continua como está: péssima.

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