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Trump vaza acordo secreto entre Apple e Intel e faz ações dispararem

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/Casa Branca
Reprodução/Casa Branca

Intel e Apple voltarão a trabalhar juntas, é o que a firma Donald Trump. Essa seria uma parceria que ambas anunciariam em algum momento, mas parece que o presidente dos EUA se antecipou e acabou dando com a língua nos dentes. De qualquer forma, o acordo seria para a Intel produzir chips para a Maçã em solo americano, algo que tem sido discutido desde o ano passado. A Reuters entrou em contato com as duas empresas, mas nenhuma comentou sobre o assunto.

A revelação foi feita por Trump através de uma postagem na rede social Truth Social. A resposta do mercado financeiro à antecipação do presidente foi imediata e expressiva: as ações da Intel dispararam cerca de 6,5% nas negociações que antecederam a abertura do mercado. Esse avanço consolida a recuperação da empresa, que tem papéis valorizados em aproximadamente 3x desde o início do ano. Já as ações da Apple operaram em estabilidade, registrando uma leve alta de 0,8%.

Parceria pode ser benéfica para os dois lados

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Para a Apple, a aliança representa um movimento estratégico para mitigar riscos logísticos e geopolíticos. Atualmente, a dona do iPhone é dependente da taiwanesa TSMC para a fabricação de seus chips. No entanto, as fábricas da TSMC operam no limite de sua capacidade por conta da gigantesca demanda global por semicondutores voltados para IA.

Do lado da Intel, garantir o selo de aprovação da Apple como cliente de sua divisão de fabricação é uma vitória histórica. A companhia vinha perdendo terreno para a TSMC nos últimos anos, mas o novo contrato assegura um fluxo considerável e constante de demanda. O anúncio ocorre em perfeita sincronia com o início da produção da litografia 18A-P, que entrega até 9% mais desempenho que o 18A.

A parceria se alinha perfeitamente com a agenda econômica de Washington, focada em reduzir a dependência comercial em relação à China e proteger as cadeias de suprimentos de tecnologia. Como parte dessa ofensiva de segurança nacional, o governo norte-americano adquiriu uma participação acionária de 10% na Intel no ano passado e anunciou um investimento de US$ 10 bilhões para expandir a infraestrutura de fábricas de chips no país.

Fonte: Reuters