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RTX ou Radeon? Qual é a melhor GPU para montar um PC gamer equilibrado em 2026

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Gemini/Canaltech
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AMD e NVIDIA dominam o cenários de placas de vídeo há duas décadas. Antes, nos anos 1990 e até o início de 2000, o mercado ainda tinha outras players, como as lendárias 3DFX com a Voodoo, e a ATI, que foi comprada pelo Time Vermelho em 2006. Sem entrar no mérito do domínio do Time Verde, por 20 anos, o PC gamer se dividiu entre GeForce e Radeon.

Cada lado tem suas vantagens e desvantagens, então é bom estar ciente do que cada empresa consegue entregar em termos de placa de vídeo. Conhecer as tecnologias que a AMD e a NVIDIA suportam, além de suas capacidades com diferentes tecnologias, ajuda a tomar uma decisão acertada.

Poder bruto vs. otimizações

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Historicamente, a briga entre as duas se define em poder bruto pelo lado da AMD e otimizações cirúrgicas em drivers pela NVIDIA. Isso não significa que a dona das GeForce também não tivesse capacidade de processamento, mas esse era seu maior diferencial. Com a chegada das RTX, o Time Verde se distanciou ainda mais na disputa.

Hoje, com as atuais gerações dos dois lados, ambas estão bem equilibradas. A AMD tem maior capacidade de processamento, seja em rasterização quanto em Ray Tracing e teve drivers melhorados. A NVIDIA continou melhorando aquilo que era sua vantagem, além de adicionar grande capacidade em processamento de IA local.

Fôlego extra: tecnologias de upscaling e geração de quadros

A discussão sobre desempenho em jogos modernos não acontece sem a presença das tecnologias de upscaling e geração de quadros. O DLSS da NVIDIA alcançou um nível de maturidade em que a reconstrução de Ray Tracing com IA não serve apenas para dar mais velocidade, mas também para exibir ainda mais detalhes que a resolução nativa muitas vezes deixa escapar.

A chegada do DLSS 4.5, consolida essa vantagem com o benefício vindo dos novos núcleos tensores para estabilizar as taxas de quadros mesmo nos cenários mais caóticos, tornando as GeForce RTX de entrada capazes de encarar esse desafio com mais facilidade.

A AMD respondeu à altura com a evolução do FSR 4, ainda mais com o 4.1, que adota abordagens baseadas em aprendizado de máquina, assim como a rival, para mitigar problemas de artefatos visuais e fantasmas na imagem. Assim, ela passou a entregar qualidade visual e desempenho muito superior ao FSR 3, mas somente em GPUs RDNA 4. Vale lembrar que isso está prestes a mudar, já que a compatibilidade está se estendendo para RDNA 3 ainda em 2026 e RDNA 2 em 2027.

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A guerra da VRAM

Um fator crítico é a quantidade de memória de vídeo. A AMD tem se destacado ao equipar suas placas de entrada e intermediárias, como as Radeon RX 9060 XT e 9070, com 16 GB de memória de vídeo, antecipando as exigências de texturas em alta definição que as engines de última geração demandam. Essa escolha traz uma tranquilidade imensa para quem planeja passar anos com o mesmo hardware sem se preocupar com gargalos causados pelo estouro de memória.

Já a NVIDIA adota uma postura mais conservadora na contagem de gigabytes em suas linhas de entrada e intermediárias, compensando a menor quantidade com memória GDDR7 nas RTX 50 e uma compressão de dados mais eficiente, embora a AMD trabalhe para melhorar esse aspecto também. Na prática, mesmo que os modelos RTX consigam otimizar cada megabyte disponível através de software, a folga física que a Radeon oferece em capacidade bruta é uma forma de proteção robusta contra a obsolescência precoce de uma placa de vídeo, mais por conta da falta de otimização nos jogos.

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Traçado de raios e a barreira do desempenho em tempo real

O Ray Tracing deixou de ser um recurso experimental de demonstrações técnicas para se tornar o padrão visual da indústria, não tem mais para onde correr. Nesse cenário, a arquitetura da NVIDIA mantém uma liderança confortável por conta dos seus núcleos dedicados para isso (RT Cores). Quando ativamos efeitos complexos como a iluminação global por Ray Tracing ou, pior ainda, Path Tracing completo, as GeForce RTX 50 entregam mais desempenho e qualidade de imagem, mas totalmente dependentes do DLSS 4.5.

Por outro lado, é bom destacar que a AMD segue crescendo nessa briga graças às melhorias com a arquitetura RDNA 4 e seus núcleos voltados para RT mais robustos, fechando significativamente a lacuna de desempenho em relação ao próprio passado e à rival. Agora, as Radeon RX 9000 conseguem entregar uma experiência excelente com Ray Tracing, em um nível que se aproxima muito da rival, pelo menos em qualidade gráfica. Já em desempenho, a NVIDIA ainda sai na frente colocando GPUs rivais dos dois lados frente a frente.

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Conclusão

Montar um PC equilibrado significa escolher a placa de vídeo que melhor se integra aos demais componentes da máquina e atende as suas necessidades. A escolha por uma AMD Radeon é a decisão ideal para o jogador que quer a maior taxa de quadros por real gasto em desempenho bruto (já que elas costumam ser mais baratas,) principalmente em rasterização, além de uma maior quantidade de VRAM.

Já escolha por uma GeForce RTX se justifica quando o plano de uso envolve a exploração máxima de tecnologias de ponta, criação de conteúdo ou streaming, onde o codificador de vídeo e a estabilidade do ecossistema de IA compensam o investimento inicial ligeiramente mais elevado.