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Intel lança Core Series 3 para democratizar a IA em PCs mais baratos

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

Com o lançamento da família Wildcat Lake, rebatizada oficialmente como Intel Core Series 3, a Intel dá um passo para colocar capacidades de inteligência artificial em PCs de menor custo.

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A linha foi apresentada no último dia 16 e já conta com mais de 70 designs programados por parceiros como Acer, Asus, Dell, HP, Lenovo, Samsung e MSI para os próximos meses.

A estratégia por trás do lançamento foi tema da conversa do Podcast Canaltech desta quinta-feira (23) com o diretor de parcerias em tecnologia para a América Latina na Intel, Marcelo Bertolami, durante a Intel Extreme Masters, campeonato de CS2 realizado no Rio de Janeiro.

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Bertolami explica que a Wildcat Lake nasce de uma decisão deliberada de bifurcar o portfólio. "O AI PC não fica mais restrito ao Ultra, e essa é uma mudança importante. Estamos levando o AI PC para o mainstream e desenhando esse produto com foco em oferecer o melhor equilíbrio entre recursos, IA e preço", afirmou.

A plataforma entrega 40 TOPS combinados entre CPU, GPU e NPU — suficientes, segundo a Intel, para rodar o modelo de IA híbrida, em que parte das tarefas processa localmente e parte na nuvem.

A família é fabricada no processo Intel 18A e usa a mesma base de IP do Panther Lake (Core Ultra Series 3), mas com uma configuração de até seis núcleos, gráficos integrados Xe3 com dois núcleos e memória em canal único DDR5.

Essa última escolha foi questionada durante a entrevista. Bertolami defendeu a decisão: com DDR5 e o throughput atual, "não haverá gargalo entre o DIMM e a CPU", e o projeto do novo slot reduz camadas na PCB, barateando o produto final.

IA agêntica e a pressão por mais CPUs

Bertolami traçou um cenário mais amplo sobre como a transição da IA generativa para a IA agêntica deve alterar a demanda por processadores. Na IA generativa, um humano envia prompts a um modelo. Com agentes, são máquinas conversando com máquinas, e o volume de dados trocados cresce de forma exponencial.

"Antes, quando você precisava criar um modelo, a relação era algo como 1 CPU para 10 GPUs. Agora estamos indo mais para 2 CPUs para 1 GPU, talvez até 1 para 1", disse Bertolami. O executivo prevê que essa pressão sobre CPUs se estende além de 2027, à medida que a IA física, com robôs e sistemas autônomos, amplia a necessidade de inferência em tempo real.

Para o Brasil, a expectativa é chegar ao mercado no início do terceiro trimestre de 2026, a tempo de capturar a Black Friday e o Natal. "Já temos parceiros trabalhando nessas linhas e nesses designs", afirmou Bertolami. A Positivo está entre os parceiros listados pela Intel para lançamento de sistemas com a nova família.