Gerente do YouTube teve conta do Twitter hackeada durante tiroteio

Por Felipe Demartini | 04 de Abril de 2018 às 12h43
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Vadim Lavrusik, gerente da área de produtos do YouTube, foi um dos primeiros funcionários da empresa a alertar, no Twitter, sobre o ataque aos escritórios da companhia na tarde desta terça-feira (03). Minutos depois de reportar as primeiras informações e alertar estar bem, porém, ele teve sua conta na rede social hackeada e usada para publicação de informações falsas sobre o incidente e suas vítimas.

As publicações de Lavrusik estiveram entre as mais compartilhadas do dia na plataforma, principalmente as que relatavam funcionários escondidos em salas de reunião e ouvindo disparos à distância. Na sequência, ele informou que o prédio estava sendo evacuado e agradeceu a atenção de usuários e da imprensa, informando que não gostaria de ser entrevistado sobre o caso. 40 minutos depois disso, porém, ele perdeu o controle de sua conta.

A primeira publicação falsa, em tom alarmista e publicada completamente em caixa alta, indicava que ele havia perdido um amigo em meio à confusão relacionada ao tiroteio. O texto acompanhava um link, que trazia apenas uma foto do youtuber Keemstar, que gerencia um dos maiores canais de notícias sobre a própria plataforma.

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Se o tom de urgência da publicação já deixou muita gente desconfiada, levando em conta que, pouco antes, Lavrusik tinha afirmado estar seguro, bem e fora do prédio do Youtube, a mensagem seguinte veio para confirmar que algo de errado estava acontecendo: “Meu nome é muito gay”. Essa foi a última publicação antes do controle da conta, aparentemente, ser retomado, com as duas mensagens falsas sendo apagadas.

O perfil permaneceu silencioso por algumas horas, até que a invasão foi confirmada pelo próprio Lavrusik. Ele não comentou sobre as publicações falsas e o teor das afirmações realizadas por um indivíduo ainda desconhecido, aproveitando o espaço, apenas, para agradecer o apoio do Twitter na recuperação de seu perfil, um processo que contou até mesmo com a participação do CEO da rede social, Jack Dorsey.

Em pronunciamento oficial, ainda, a plataforma disse estar ciente de tentativas de desinformação baseadas na tragédia ocorrida no escritório do YouTube e disse estar tomando as ações devidas para impedir a disseminação de fake news, bem como qualquer ato que represente uma violação de suas regras de uso. Isso envolveu, por exemplo, solicitar que usuários apaguem mensagens que constituam risco de segurança ou possam gerar pânico.

O tiroteio ocorrido na tarde desta terça-feira (03) deixou três feridos, sendo dois em estado grave. O caso aconteceu no quartel-general do YouTube em San Bruno, no estado americano da Califórnia, e estaria relacionado ao ódio da atiradora, que se suicidou no local, devido às mudanças no sistema de monetização e ranqueamento de vídeos na plataforma.

Fonte: MikeIsaac (Twitter), Twitter

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