Amazon é acusada de assédio e discriminação por 5 ex-funcionárias

Por Guilherme Sommadossi | Editado por Jones Oliveira | 20 de Maio de 2021 às 12h17

Cinco mulheres abriram ações contra a Amazon, nos Estados Unidos. Ex-funcionárias, elas trabalharam em diferentes setores da empresa e relataram discriminação de gerentes por sua raça e gênero, além de agressões e assédio sexual.

Segundo a apuração do Recode, as vítimas têm de 20 a 70 anos e exerciam diferentes funções, dos depósitos até a área corporativa de recursos humanos. O grupo é composto por duas mulheres negras, uma latina, uma de ascendência asiática e uma branca.

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Dois casos foram relatados por Pearl Thomas, mulher negra de 64 anos que trabalhava no departamento de RH. No primeiro, seu chefe pensou que encerrou uma chamada online e a xingou de forma racista. No segundo caso, um gerente disse que ela não ia querer ser a “mulher negra zangada”, de forma pejorativa. Após denunciar os dois casos internamente, Pearl foi colocada em um sistema de avaliação de desempenho.

Outro caso é o da gerente de depósito Diana Cuervo, latina de 40 anos. Seu chefe constantemente fazia comentários racistas contra povos hispânicos e misóginos como: “Você é uma mulher latina, preciso ter cuidado toda vez que falo com você”.

Quem está cuidando do caso é o escritório Wigdor LLP, que já moveu uma ação contra a empresa por alegações similares de Charlotte Newman, em março de 2021. A ex-gerente do Amazon Web Services acusou executivos da gestão atual e e ex-executivos por discriminação de raça e gênero, além de violência física e assédio sexual — o caso também foi repercutido pelo Recode.

Os associados da Widgor LLP, Lawrence M. Pearson e Jeanne M. Christensen, disseram em um comunicado que “mulheres e funcionários não-brancos em todos os níveis da Amazon tiveram suas queixas de assédio e discriminação varridas para debaixo do tapete”. Complementaram dizendo ainda que a empresa de Jeff Bezos não pode mais ignorar os casos e tratá-los como piada. “Esses são problemas sistêmicos, profundamente enraizados na empresa e perpetuados por uma organização de recursos humanos que trata os funcionários que levantam questões como um problema”, finalizaram.

Ainda segundo o Recode, neste mês de maio, os acionistas da Amazon votarão em uma proposta de um fundo de pensão de Nova York para uma auditoria independente. O objetivo do encontro é avaliar as políticas e práticas da empresa sobre direitos civis, patrimônio, diversidade e inclusão. O site ainda diz que o conselho de administração da empresa pediu aos acionistas que votassem contra a proposta.

Fonte: Gizmodo, Recode (1), (2)

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