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5 videogames que mais marcaram o Brasil de verdade

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/DALL-E
Reprodução/DALL-E

O Brasil é um país gamer em sua essência, com a cultura de videogames enraizada em nosso povo. Dos Famiclones e fliperamas aos consoles de atual geração, estes dispositivos integram nosso cotidiano há muito tempo e trazem uma conexão forte com o mercado de eletrônicos nacional.

Ainda assim, mesmo com a passagem de vários desses hardwares em solo brasileiro, alguns marcaram mais do que outros. São os que eram vistos em todos os lugares, seja na casa de um amigo, seja na novela das 20h ou nas prateleiras das lojas espalhadas por todo o país. Eles estavam onde quer que fosse, o tempo todo.

Para celebrar os consoles que fizeram história no Brasil, o Canaltech lista os 5 que mais marcaram e fizeram sucesso no país.

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5. Mega Drive

A parceria da SEGA com a TecToy foi certeira e metade das crianças tinha um Mega Drive em sua casa nos anos 1990. Com jogos em português, presença fortíssima em nosso mercado e com um ar mais “descolado”, não demorou nada para ele ser um sucesso completo entre os fãs brasileiros.

Enquanto muitos de nós víamos títulos como Mônica no Castelo do Dragão de um lado, que dava vida aos gibis de Maurício de Souza, do outro tinha uma infinidade de obras aclamadas: Sonic the Hedgehog 2, Ristar, Kid Chameleon, Castle of Illusion starring Mickey Mouse, Streets of Rage 2 e Contra: Hard Corps

Além de ser um dos campeões dos bate-papos com os amigos da escola e na família, ele também teve um grande alcance nas bancas de jornais: afinal de contas, restava alguma revista de games que estampava seus personagens na capa? Se uma criança visse, “já era”: o pai ou mãe ouviria pedidos intermináveis.

Poucos videogames foram tão influentes no Brasil quanto o Mega Drive, o que alavancou ainda mais o domínio da SEGA no Ocidente e manteve a TecToy — que está de pé até os dias atuais, mesmo “distante” deste mercado. Não teria uma Guerra de Consoles sem ele e aqui foi um dos territórios nos quais ele conquistou um grande espaço no coração dos jogadores.

4. Super Nintendo

Não se cria uma “Guerra” sozinho e o Mega Drive teve um competidor à altura nos anos 1990: o Super Nintendo. O videogame, que muitas vezes chegava ao público com Super Mario World no pacote, teve um impacto devastador no público e criou uma nação de fãs verde-e-amarelos da Big N.

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Se as revistas com os personagens da rival chamavam a atenção, as que tinham estampados Donkey Kong, Mario, Yoshi, Kirby, Samus Aran e diversos outros de seus mascotes eram a garantia de que dinheiro seria gasto nas bancas de jornais. 

No entanto, não era apenas neste espaço que ele atingiu o público: nas escolas não se falava em outra coisa, assim como nas emblemáticas locadoras, com centenas de capas com os seus personagens e aventuras. 

Se a SEGA tinha a TecToy, no Brasil o SNES teve a Playtronic — união da Gradiente e da Estrela para atingir o mercado de videogames em nosso país. E foi um acerto e tanto também, com localização de vários títulos, guias e presença firme em nosso mercado, que criou raízes que são fortes até os dias atuais.

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3. PlayStation

Ainda que o Nintendo 64 e o SEGA Saturn tenham uma certa força, nenhum videogame “atropelou” a indústria nacional com tanta força quanto o PlayStation. Chamado de “Play1”, “PS1” e até “PSX”, o videogame da “novata” Sony fez muito barulho e com razão.

Não foi apenas pelos seus games fortes e domínio impiedoso em todas as revistas especializadas, mas por conversar diretamente com a comunidade de uma forma como nenhum outro fez: através do bolso, com a pirataria. Quem não se lembra dos camelôs que vendiam pacotes com 3 CDs por R$ 10?

Isso tomou toda a nação de assalto, com centros comerciais lotados de barracas de jogos, crianças que conheciam 5 a 6 franquias diferentes por fim de semana e muitas reuniões de amigos para disputar uma partida de tudo: de Winning Eleven a Street Fighter e Twisted Metal, a diversão era certa.

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Além disso, foi justamente nessa época que os programas de TV começaram a adotar os videogames em sua grade. É impossível não se lembrar da extinta Rede Manchete e do MarGames, que trazia detonados e diversas novidades diretamente na telinha do público brasileiro. Foi uma época marcante para muitos e se os consoles tinham raízes, aqui vimos a árvore toda ganhar vida.

2. PlayStation 2

Se o PS1 fez barulho, imagina o caos que se tornou quando a Sony trouxe ao mercado o nosso querido “Play2”? É seguro dizer que, no Brasil, ele estar disponível significava que nenhum outro tinha chances de chegar na casa dos jogadores. Era um absurdo que não teve precedentes e nunca se repetiu. 

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Com gráficos aprimorados e games que “amadureceram” junto à sua base de fãs, o PlayStation 2 foi um sucesso massivo por God of War, Devil May Cry, Tony Hawk’s Underground, Resident Evil 4 e outros êxitos que atingiram o público em cheio por mais de uma década.

Sim, mesmo com o lançamento do PS3 em 2006, quem disse que o público largava o antigo? O combo de revistas, TV, início da internet no Brasil e da fama que seus títulos carregavam fez ele durar até meados de 2012 e 2013 sem “desacelerar”. Era algo de outro planeta.

Somado ao fato de que o PS2 rodava DVDs e podia ser desbloqueado para seguir o caminho de seu antecessor, ele não foi um campeão, mas sim o “maior de todos”. Não é à toa que ele se tornou o console mais vendido de todos os tempos, já que o seu êxito não foi apenas no Brasil, mas no planeta. 

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1. Xbox 360

Por fim, mas não menos importante, tivemos o estrondoso alcance do Xbox 360 no mercado brasileiro. Ainda que muito disso seja creditado à pirataria também, não se deve desmerecer as suas conquistas, já que ele apresentou o mundo da “nova geração” para todo um exército de fãs.

Sua presença permitiu que muitos adentrassem nos games em alta definição sem ter de investir os altos valores exigidos do PS3 e do Nintendo Wii. Com isso, não teve quem passou por ele sem entender o peso de um Assassin’s Creed, Batman Arkham, Call of Duty e outros títulos emblemáticos.

Além disso, seus exclusivos começaram a ganhar força neste momento: Halo, Gears of War, Forza Horizon e outros tornaram a experiência de ter um videogame da Microsoft algo distante de um “sacrifício”. Mesmo que muitos ainda estivessem apegados à marca PlayStation, a força que ele teve é digna de nota.

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Ele ganhou revistas, início da era de games no YouTube, programas de TV e virou o assunto principal de muita gente — inclusive, era virtualmente impossível ir em qualquer evento sem ver uma turma no Kinect, seja com Just Dance, seja com Dance Central ou até um Michael Jackson: The Experience. Não é à toa que ele marcou a vida de milhões e tem fãs até os dias atuais.

Menções honrosas de videogames no Brasil

Ainda que estes 5 tenham brilhado de uma forma intensa no território brasileiro, outros também têm um espaço reservado no coração de muita gente. Como não lembrar do Game Boy em meio à febre de Pokémon, no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000?

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O mesmo vale para o Master System, que veio antes do Mega Drive e fomentou o caminho para seu sucessor virar um sucesso de vendas. Ou até o Nintendo DS, com seus infames cartões R4 e encantavam os fãs que não queriam gastar muito em um console, mas ainda buscavam a experiência clássica da Big N . 

Embora o PlayStation 4 tenha tido uma força estrondosa em nosso mercado, é impossível não mencionar os Xbox One que celebravam os 102 anos do Palmeiras — com a produção de unidades limitadas que eram voltadas aos brasileiros. Tivemos muitos “baixos” na indústria de videogames, mas os “altos” valeram a pena, não?

Mesmo com esse longo e nostálgico histórico, apenas cinco definiram os gamers no Brasil. Foram eles:

  1. Xbox 360
  2. PlayStation 2
  3. PlayStation
  4. Super Nintendo
  5. Mega Drive