Qual é o melhor God of War? Confira o nosso ranking

Qual é o melhor God of War? Confira o nosso ranking

Por Guilherme Sommadossi | Editado por Bruna Penilhas | 22 de Outubro de 2021 às 14h30
Montagem/MYTH OF KRATOS/Divulgação/Canaltech

Kratos, o Fantasma de Esparta, fez sua estreia no mundo dos games em 2005, em God of War. Desde então, o feroz e visceral general espartano estrelou 8 jogos, sendo sete deles assolando toda a Grécia e seus Deuses. A franquia é um dos maiores sucessos da Santa Monica Studio, definindo o estúdio como uma das maiores referências da indústria dos games.

O popular hack and slash, com combates intensos e muita mitologia, tiveram muitos momentos gloriosos, mas também alguns tropeços aqui e ali. Para relembrar a grande jornada do icônico personagem pelo berço da civilização ocidental até chegar aos reinos nórdicos, o Canaltech fez um ranking com todos os jogos, do pior (ou "não tão bom") ao melhor da franquia.

Capas de todos os God of War lançados, por ordem de estreia, até 2021 (Imagem: Montagem/Divulgação/Canaltech)

8. God of War: Chains of Olympus (2008)

A Ready at Dawn teve a tarefa de levar o Deus da Guerra para o PSP (PlayStation Portable). Com uma história que se passa antes do primeiro game, vemos Kratos e seu exército em Ática enfrentando os persas, já sob o comando dos Deuses do Olimpo. Depois de derrotar os invasores humanos, ele parte atrás de Morfeu, pois o Deus do sono derrubou o Sol e mergulhou o mundo em escuridão.

A desenvolvedora fez um ótimo trabalho adaptando os comandos de batalha para o portátil da Sony, gerando uma boa experiência para quem jogou, mas que precisou de melhorias para os jogos seguintes e no remaster de PlayStation 3. Como é impossível agradar gregos e romanos, este é considerado, por muitos, um dos piores God of War, mas por ser um pioneiro, vamos apenas dizer que não é dos melhores mesmo.

7. God Of War: Betrayal (2007)

O primeiro e único jogo da série fora dos consoles PlayStation tinha um charmoso visual 2D e de 16-bit, mas repleto de sangue pixelado. Com ações muito similares ao videogame (até quick time event, as ações de apertar botões que aparecem na tela) mas com um teor mais de plataforma, o game era muito divertido (lembro de gastar várias horas nele no meu Nokia C3) e tinha as criaturas mitológicas e outros soldados como inimigos.

A história é bem simples e faz parte do universo, ainda que não tão importante na trama geral. Kratos está liderando o Exército de Esparta contra as demais cidades gregas, o que irritou os deuses. Isso levou a deusa Hera a mandar o monstro Argos para impedi-lo. Porém, um ser misterioso mata a criatura antes do general, levando a uma caça intensa atrás dele.

6. God of War: Ascension (2013)

Pensando pela ordem cronológica, este é o primeiro jogo em que conhecemos alguns dos muitos fantasmas do passado do espartano. A trama se passa seis meses depois de Kratos matar sua esposa Lysandra e sua filha Calliope por acidente, após uma missão dada por Ares.

É esse jogo que explica a grande tatuagem vermelha do protagonista, que nada mais é do que um juramento de sangue com o, até então, Deus da Guerra. Depois de Kratos quebrar o pacto e entrar em uma jornada de vingança contra a divindade, ele enfrentará as Fúrias, que farão de tudo para proteger Ares.

O game conta com um modo single-player e multiplayer focado em desafios e uma série de atividades além da saga principal, que é um pouco curta se comparada aos demais títulos.

5. God of War: Ghost of Sparta (2010)

Um pequeno passo de que a saga GoW teria histórias mais dramáticas foi dado neste game, que se passa antes do segundo jogo da série principal. Na trama, sabemos um pouco mais do passado de Kratos e seu irmão Deimos. Após os Deuses ouvirem uma profecia de que o Olimpo cairia pelas mãos do Titãs e de um guerreiro marcado, Ares separa os dois irmãos e leva o caçula, que tinha uma marca de nascença, para os Domínios da Morte.

Avançando no enredo, e chegando no momento que o jogo se passa, o Fantasma de Esparta já detém o título de Deus da Guerra e, mais uma vez assombrado pelo passado, vai em busca do irmão.

Também lançado no PSP e mais tarde remasterizado para PS3, as mecânicas seguem o mesmo sistema dos demais títulos do portátil, mas ainda melhores e mais fluídas, deixando os combates ainda mais nas mãos dos jogadores.

4. God of War (2005)

Um guerreiro e com duas lâminas se joga de um penhasco depois de recitar frases muito melancólicas e ódio aos Deuses da Grécia. É assim que somos apresentados a Kratos, um general espartano que, para ser vitorioso em suas conquistas, faz um pacto com Ares, o Deus da Guerra. Depois de muitas tragédias, ele cansa de ser apenas um boneco e vai atrás de sangue para se vingar de tanto sofrimento.

No estilo hack and slash, com armas místicas e poderes divinos, o combate intenso e sangrento contra monstros mitológicos fez muito sucesso (como podemos ver por esta lista) e se cravou na história dos videogames. Da batalha contra a Hidra até o embate final com Ares, a adrenalina tomou conta do PlayStation 2 (e merece muito um remaster ou remake).

3. God of War 3 (2010)

Na época, o último capítulo da jornada de Kratos (lançado para PlayStation 3, e mais tarde remasterizado no PlayStation 4) foi a casa do conflito final entre os Titãs, os Deuses e o Fantasma de Esparta. Para concluir a busca por vingança, o Deus da Guerra vai atrás de todas as divindades restantes do Olimpo e, eventualmente, gerando um apocalipse devastador.

Seguindo os mesmos passos de mecânicas dos anteriores, o grande destaque do terceiro game foram os tão aguardados embates contra os próprios Deuses (em especial Zeus) e os Titãs. Com o hardware mais potente do terceiro console da Sony, as batalhas ficaram ainda mais emocionantes e grandiosas.

2. God of War 2 (2007)

Considerando apenas os jogos da saga grega, o segundo é um dos mais amados pelos jogadores. Dentre as principais novidades, as mais legais eram as asas de Ícaro (ao invés de voar alto e morrer para o Sol, ele as perdeu pelas mãos de Kratos).

A história começa com Kratos em seu trono no Olimpo, mas ainda liderando Esparta nas batalhas. Em uma situação mais difícil de seus subordinados, ele volta para a Terra para ajudá-los. Porém, Atena o avisa que isso terá consequências. Ele perde parte dos seus poderes para uma águia, que os deposita no Colosso de Rodes (quem nunca o chamou de "estátua da moeda de R$ 1"?).

Depois de derrotar o gigante metálico, temos que enfrentar Zeus, mas a morte é iminente e também é o pontapé inicial para mais uma jornada por vingança. A coisa mais cruel deste game é que ele termina exatamente quando Kratos e os Titãs sobem ao Olimpo, algo que só vemos na continuação três anos depois.

1. God of War (2018)

Oito anos depois do fim da jornada pela Grécia, conhecemos um Kratos completamente novo, em todos os aspectos. Agora vagando por Midgard, na mitologia nórdica, com uma barbona no lugar do cavanhaque e com um filho, o Deus da Guerra deixou o passado vingativo para trás e se arrepende muito de suas ações, buscando sua própria redenção.

A história começa com a cremação de sua segunda esposa Faye. Seu último desejo é que suas cinzas sejam jogadas do ponto mais alto do reino. Na jornada, ele e o filho Atreus encontram diversos problemas com criaturas dos Nove Reinos e ainda vão aprendendo a lidar um com o outro. 

Diferente de todos os outros, este God of War foi revolucionário por ter uma história muito profunda, que usa toda a mitologia nórdica para ter vários contos (alô, Mimir) e aspectos interessantes para a trama, algo que era bom nos jogos anteriores, mas não no nível deste. Além disso, também conquistou diversos prêmios de Jogo do Ano e conseguiu agradar os fãs antigos e conquistar quem nunca tinha jogado nenhum.

Na parte de mecânicas, o hack and slash fica de lado e conhecemos um jogo mais parecido com ação e aventura com elementos de RPG, com armaduras e pomos de armas personalizáveis para agradar todos os tipos de jogadores. Fora que há diversas missões secundárias para ganhar itens mais poderosos e aprender mais e mais sobre o universo.

O próximo jogo da série, e que promete entrar pelo menos no top 3 dos melhores, é God of War Ragnarök. Previsto para 2022, o game será o último na mitologia nórdica. Quem jogou o título de 2018 sabe um pouco do que podemos esperar e qual será a conclusão desta trama, mas a expectativa está mais alta que as montanhas de Jotunheim.

Com informações de God of War Wiki.

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