PlayStation 5 com drive de disco vende muito mais que a Digital Edition

Por Felipe Demartini | Editado por Jones Oliveira | 08 de Junho de 2021 às 17h05
Divulgação/Sony

O fim dos prejuízos nas vendas de (parte do) PlayStation 5 deve chegar mais cedo do que o imaginado pela Sony. Em seu relatório fiscal mais recente, a empresa afirma que a versão padrão do console, com drive de disco, deve começar a gerar lucros para a empresa já neste mês de junho, um patamar atingido de forma acelerada e antes mesmo do fim do primeiro ano nas prateleiras.

O CEO da divisão de games da companhia, Jim Ryan, disse que a economia envolvendo a produção do console é um dos aspectos centrais de sua atuação, com bons resultados até o momento. Ele não deu mais detalhes sobre a obtenção desse patamar, mas prevê que os números relacionados às margens do PS5 somente melhorarão ao longo do segundo semestre de 2021, com a plataforma se tornando cada vez mais lucrativa.

Segundo o relatório, o pico de perdas na comercialização se deu entre o fim do ano passado e o começo deste, com os custos baixando gradativamente até um ponto de retorno que deve ser obtido no mês que vem. Entre os aspectos que explicam esse movimento está uma percebida normalização na produção de componentes usados na plataforma, ainda que a escassez de peças seja uma realidade, bem como a otimização das unidades de fabricação e a popularização da plataforma.

Os números da Sony também apontam a versão padrão do PlayStation 5 como a mais popular entre os jogadores — números não foram divulgados, mas Ryan apontou que a diferença é bastante significativa. Entretanto, ao longo dos próximos anos, o executivo prevê uma popularização maior do Playstation 5 Digital Edition, mas não de forma a se aproximar dos números da edição padrão.

O fato de ela ainda estar sendo vendida com prejuízo, sem previsão de mudança, tem principalmente a ver com o fato de ela ser, no mercado internacional, US$ 100 mais barata. Esse não é o custo direto de um drive de disco; a Sony trabalha com um modelo de subsídios para garantir a presença de uma opção com valor mais baixo do PS5 nas prateleiras. Ela está esgotada, assim como seu irmão maior, com a diferença de popularidade também indicando uma fabricação em menor ritmo.

O relatório marca o momento mais lucrativo da história da marca PlayStation, com as maiores vendas de um novo console em toda a história da empresa e uma forte presença em mercados emergentes. De acordo com a fabricante, os gastos dos usuários estão em franco aumento, principalmente entre quem comprou o PS5, com 25% do total correspondendo a títulos free-to-play. A empresa também comemorou a marca de 10% do faturamento obtido apenas em países emergentes, anunciando um foco cada vez maior em países-chave, como Índia, China e Rússia, além de iniciativas que levarão games exclusivos para PCs e dispositivos móveis.

Fonte: Sony

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