Para chefe do Xbox, aumento de preço dos jogos não seria um problema

Por Wagner Wakka | 21 de Julho de 2020 às 11h31
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A indústria de games está prestes a ver um novo arranjo em preços para títulos da próxima geração. Há algumas semanas, a 2K Games anunciou que o jogo de basquete NBA 2K21 será lançado nos Estados Unidos a US$ 70 (aproximadamente R$ 370), acima dos tradicionais US$ 60 (R$ 320) praticados no país há mais de uma década. Segundo o chefe da divisão Xbox, Phil Spencer, a Microsoft não está muito preocupada com isso e o argumento do executivo é o Game Pass.

“Como indústria, podemos colocar o preço que quisermos nas coisas e o consumidor que decide qual o exato preço para elas. Não sou contrário a colocar um novo preço para os jogos porque eu sei que todo mundo vai direcionar a sua decisão baseada nas necessidades de seus próprios negócios. Mas os jogadores hoje têm mais opções que nunca. No fim, eu sei que o consumidor tem o controle do preço que ele gostaria de pagar e eu confio nesse sistema”, informou Spencer em entrevista ao Washington Post.

Contudo, o executivo não informou se a própria Microsoft pretende praticar o aumento, uma vez que os jogos de lançamento da companhia também são vendidos a US$ 60.

O argumento é de que, desde 2005, os games são vendidos ao preço inicial de US$ 60. Segundo o Gamesindystry.biz, o custo de produção cresceu ao menos 200% desde então, sendo que o aumento para US$ 70 refletiria somente 17%.

Por outro lado, as companhias também passaram a adotar outras formas de rendimento, com vendas de pacotes de expansão, itens dentro do game e até forçando investimentos do jogador para avançar com seu personagem.

Caso a nova geração tenha este aumento de preço, isso pode refletir no custo de games aqui no Brasil. Os títulos atualmente chegam ao nosso mercado por R$ 250, sendo que o mesmo aumento de 17%, jogaria isso para R$ 290.

Além da 2K Games, nenhuma outra publicadora informou que vai lançar jogos a US$ 70.

Fonte: Washington Post

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