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Drift no controle: por que acontece, como diagnosticar e quais joysticks comprar

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/Nintendo
Divulgação/Nintendo

Sabe aquele momento em que você começa a jogar, mas seu personagem anda sozinho ou movimenta a câmera sem qualquer ação sua? Pois é, o drift pode ser o problema e causar uma grande dor de cabeça.

Porém, antes de se desesperar e comprar um novo modelo ou submeter ele para reparos, é bom saber o que causou e se ele realmente apresenta o problema. E, principalmente, que opções você terá em mãos.

A falha do drift pode ser hardware, software ou até mesmo a sua conexão. Saiba como identificar o problema em 5 minutos e a solução possível para os casos mais frequentes.

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O que é drift e por que acontece?

De forma direta, o drift ocorre quando o seu botão analógico gera ações sozinho, ou seja, sem qualquer pressão sua. Ele é visto como um movimento fantasma no eixo X/Y, que pode impactar diversos modelos de controles.

E não falamos de um periférico ruim ou que tenha o componente “ruim de centragem” ou com a sua mola fraca. Se você tocar nele, não sentirá diferença alguma de um stick em perfeitas condições. A diferença é justamente dentro dos jogos ou do sistema operacional do seu videogame. 

Você sabe o que pode causar o problema do drift no seu controle? Geralmente, são estas as razões pelas quais você agora está com essa falha:

  • Desgaste do potenciômetro (peça com contato mecânico)
  • Sujeira ou poeira, que podem afetar o contato e a leitura
  • Descalibração, comumente vista por firmware ou software desatualizados
  • Danos físicos como queda, pressão lateral e oxidação
  • Conexão, latência ou interferência, que parece drift, mas é input instável

Hall Effect vs potenciômetro 

Quando você usa um controle comum, seus analógicos tendem a utilizar o potenciômetro — um resistor que permite controlar manualmente a intensidade da corrente elétrica ou a tensão em um circuito ao girar um eixo ou mover um cursor.

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No entanto, alguns utilizam a tecnologia Hall Effect. Este, ao invés de usar o potenciômetro, tem um sensor magnético que não exige o contato físico entre os componentes. Desta forma, reduz o desgaste e mantém a integridade do periférico por mais tempo. Não é imortal, mas tem durabilidade. 

Diagnóstico em 5 minutos (PC e console)

Veja como identificar o problema e os testes que pode fazer para mitigar o problema em casos mais leves:

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1. Confirme se é drift mesmo

Abra qualquer jogo e não mexa no controle. Se o eixo mexer sozinho, o drift pode estar presente. Veja se isto ocorre em outros títulos, para se certificar de que não é um bug. 

2. Teste “cru” 

No console, você pode entrar nas configurações do videogame para checar a calibração e sensibilidade. Se você centralizar no ponto 0 e ele sai sozinho, as chances de ser um drift são maiores. 

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Já nos computadores, é possível usar apps ou abrir testes no próprio navegador para realizar a mesma verificação. 

3. Compare com fio vs Bluetooth

Se o seu controle apresenta este problema sem fio (através do Bluetooth), teste se conectado ao cabo ele também existe. Assim, poderá remover a suspeita de haver interferência, problemas de bateria ou do driver. 

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4. Teste em outro dispositivo

Se o problema é visto no PC, tente realizar testes do seu controle no console ou no seu celular (quando há suporte). Deste modo, saberá se o controle é defeituoso ou se existe um erro na configuração do seu sistema.

5. Cheque firmware/driver

Em último caso, faça uma varredura nos drivers e no firmware para se certificar de que eles estão na versão mais recente. Uma simples atualização pode corrigir a calibração e os bugs. 

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O que fazer para tentar resolver?

Veja o passo-a-passo do que fazer caso identifique o drift, da forma mais simples às mais complexas em um grau “iniciante”:

1. correções rápidas 

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  • Reinicie o pareamento ou refaça a conexão
  • Atualize o firmware do controle, quando aplicável
  • Ajuste o deadzone no jogo ou software
  • Desative o modo “economia de energia” do USB/Bluetooth (PC) e testar

2. Limpeza segura

  • Faça a limpeza externa, sem “banho” nem óleo.
  • Evite sprays oleosos e soluções que deixam resíduo.
  • Se decidir usar álcool isopropílico: use pouco e com cuidado. O ideal é molhar um cotonete e deixar ele pingar um pouco 
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3. Calibração e centragem

  • No PC, configure os softwares do sistema para a calibração
  • Vale lembrar que calibração não “cura” peça gasta — só compensa

4. Troca de módulo/analógico para quem quer abrir o periférico

Este método é o mais complexo e deve ser realizado apenas como a “solução final”. Caso o seu controle ainda esteja na garantia, é essencial enviá-lo para não perdê-la no processo de abrir e fechar o acessório.

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Além disso, seja seguro de que tem conhecimento para realizar esta tarefa. O procedimento exige que o usuário precise usar solda em alguns modelos ou uma ferramenta própria.

No entanto, se você viu um drift forte em pouco tempo que o comprou, realizou as correções e o problema logo retorna e o seu periférico está dentro do prazo legal da garantia, apele para os seus direitos. Vale sim acionar o recurso e ter o produto consertado ou trocado oficialmente. 

Quais joysticks comprar?

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Se cansou do problema com drift e quer jogar sem dores de cabeça, é bom estar atento a uma série de detalhes antes de comprar um novo modelo. Há vários fatores que você tem de prestar atenção para que ele tarde a reaparecer na sua vida.

O principal é priorizar modelos com Hall Effect, já que os seus sensores magnéticos previnem o desgaste rápido que é visto nos potenciômetros. Também é importante conferir detalhes como:

  • Ele possui módulo substituível e peças acessíveis?
  • Existe software que permite a calibração e ajustes no deadzone?
  • Qual o tempo e cobertura da garantia e de sua assistência técnica?
  • A qualidade dos sticks são boas? Verifique tensão, acabamento e consistência
  • O modelo possui drivers compatíveis com seu PC, console ou smartphone?
  • Existe algum dongle para estabilizar a conexão do controle no seu dispositivo?

O que devo priorizar na hora de comprar meu controle?

Existe uma certa “fórmula” que permite a você ter uma noção de quais seriam as melhores opções de controle para o seu console, PC ou smartphone. 

  • Quero o mais durável: procure por modelos com Hall Effect e com uma boa garantia
  • Quero o que tem maior precisão para competições: priorize uma boa latência, presença de dongle ou cabos estáveis e uma fina deadzone 
  • Quero um controle custo-benefício: dê atenção às peças e à média de custos de seus recursos em comparação aos demais
  • Quero nostalgia: procure controles com uma boa ergonomia, mas sem abrir mão de garantia e reparabilidade

Vale comprar controle “barato”?

Um controle “barato” pode fazer sentido, a depender da forma como você interage com o videogame. Se costuma jogar o tempo todo, com um alcance de 30 horas ou mais por semana, estes modelos podem não compensar.

Porém, se utiliza eles casualmente ou apenas deseja ter mais um como um periférico secundário (também conhecido como o “controle da visita”), eles podem ser uma opção viável para atender às suas necessidades.

No entanto, é importante ter ciência de que eles podem trazer problemas como a inconsistência na qualidade dos sticks, uma menor vida útil e drivers ruins — quando existentes, diga-se de passagem.

Fuja dos controles com drift

Caso passe pelo problema de ter um controle com drift, é muito importante que siga os passos para executar o diagnóstico e entender a causa do defeito. Em muitos casos, isso pode ser resolvido em menos de 5 minutos.

No entanto, se ele persiste, pondere se há conhecimento técnico para correções mais complexas ou se o tempo de sua garantia ainda permite o envio ao fabricante ou para a assistência técnica. 

Por fim, se a situação exigir a compra de outro, tenha ainda mais atenção para não acabar com a mesma falha em um breve futuro. Afinal de contas, além de ter de gastar mais dinheiro, também passará por todo o estresse dos processos novamente.

Por fim, o drift não é o fim do mundo, mas um alerta de que há problemas de desgaste ou de firmware desatualizado. 

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