Assassin's Creed | Os 5 PIORES jogos da franquia

Por Felipe Ribeiro | 28 de Maio de 2020 às 08h29
Ubisoft

Por mais que a franquia Assassin’s Creed tenha nos entregado games maravilhosos como Odyssey, Origins e Assassin’s Creed II, infelizmente alguns não tiveram a mesma competência. Muito embora a lista que resolvemos fazer não seja composta apenas de jogos essencialmente ruins, os títulos a seguir não conseguiram entregar a mesma emoção e diversão que os que destacamos na lista de 5 melhores jogos da franquia.

Aqui veremos os Assassin's Creed que mais cansaram os jogadores, seja pelo enredo, seja pela jogabilidade sem avanços sensíveis. Vale repetir: não é porque um dos jogos está aqui que ele é necessariamente ruim, mas tentaremos explicar as razões pelas quais estes não são, nem de longe, os melhores Assassin’s Creed.

5. Assassin’s Creed: Syndicate

Lançado em 2015, Syndicate tinha a dura missão de apagar a má impressão deixada por Unity. Aqui, a Ubisoft já emendava sete anos seguidos com jogos da sua principal franquia e a impressão que passou é que Assassin's Creed: Syndicate chegou apenas para corrigir um erro – ou, pelo menos, atenuá-lo.

Por mais que a premissa seja interessante, tenhamos protagonistas bem atrativos, os gêmeos Jacob e Evie Frye, e um plano histórico de fundo para lá de instigante (Revolução Industrial), Syndicate não tem identidade própria e escancara que foi lançado apenas para tapar um buraco.

O jogo não é totalmente ruim, vale lembrar. Além de ter a possibilidade de controlarmos dois personagens, os combates ficaram mais polidos e a parte técnica não apresentou as falhas que nos acostumamos a ver no antecessor.

Assassin’s Creed: Syndicate está disponível para Xbox One, PlayStation 4 e PC

4. Assassin’s Creed: Revelations

O encerramento da saga de Ezio Auditore da Firenze poderia ter sido melhor. Lançado em 2011, Assassin's Creed: Revelations mostra o italiano já cansado e prestes a encerrar sua participação na franquia de maneira um pouco morna, por assim dizer. Por mais que tenha havido a tentativa de criar um certo suspense com a introdução de Altair (presente no primeiro jogo), o enredo decaiu muito quando comparamos com seu antecessor, Brotherhood, lançado um ano antes.

No campo do combate, poucas inovações. As inclusões por aqui foram de lâminas diferenciadas que permitiram ao jogador novas movimentações. O plano de fundo histórico um pouco mais sem graça, se passando em Constantinopla, também não colaborou.

Assassin’s Creed: Revelations está disponível para Xbox 360, PlayStation 3 e PC, com a versão original podendo ser jogada no Xbox One via retrocompatibilidade. O jogo também está presente na coleção remasterizada The Ezio Collection, para Xbox One, PlayStation 4 e PC.

3. Assassin’s Creed: Rogue

A tentativa até válida da Ubisoft em dar um ar mais sombrio e gelado à franquia não se mostrou a mais acertada. Lançado em 2014, Assassin's Creed: Rogue já mostra a franquia mais cansada, sem o frescor necessário para um nome deste porte na indústria.

Com quase tudo igual ao que vimos em Black Flag, Rogue não inova em absolutamente nada e tem em Shay Cormac o pior dos protagonistas, mesmo com a mudança drástica de posicionamento e sua transformação em Templário.

A fan base até pode gostar de Assassin’s Creed: Rogue, mas se você for marinheiro de primeira viagem, não acho que vá se interessar muito.

Assassin's Creed: Rogue está disponível para Xbox One, PlayStation 4 e PC.

2. Assassin’s Creed

Mas como assim o primeiro jogo da franquia pode estar nessa lista? Ora, por mais que Assassin’s Creed tenha plantado toda a semente do que depois viria a ser uma das melhores franquias de videogames de todos os tempos, não quer dizer que ele seja um jogo bom.

As missões exaustivas e repetitivas, um protagonista sem encantamento, combates insossos e movimentação bem sem graça são algumas das características do game lançado em 2007 como um projeto dos mais ambiciosos da Ubisoft até então.

O combate, vendido como inovador na época, até que é divertido em alguns momentos, mas a maneira como enfrentamos e derrotamos os inimigos acaba sendo sempre as mesmas durante toda a campanha. Na parte gráfica, até que o trabalho foi bem feito, com bons efeitos de luz e sonoros, mas nada que salte aos olhos.

Não, não vamos passar pano para Assassin’s Creed. Ele é chato demais.

Assassin’s Creed está disponível para Xbox 360, PlayStation 3, PC e Xbox One (via retrocompatibilidade e com pack para 4K no Xbox One X).

1. Assassin’s Creed: Unity

Revolução Francesa, nova geração de consoles, plano audacioso, sucesso. Ingredientes que esperávamos ver com o anúncio e, depois, com o lançamento de Assassin’s Creed: Unity. O primeiro jogo projetado 100% para os então novos Xbox One e PlayStation 4 chegara com a missão de ser o mais bem feito game da franquia até então. Ledo engano.

Mas aí o fã do jogo vai dizer: ora, mas agora ele está muito bom. É verdade. Mas isso só foi possível graças a uma pilha de atualizações e lançamentos de conteúdos que a Ubisoft fez para corrigir este que foi seu maior pecado dentro da série.

Por mais que tudo ali pudesse ser terreno fértil para um grande jogo, com personagem carismático bem encaixado na figura de Arno Victor Dorian, uma Paris belíssima na época da Revolução Francesa, combate focado na esgrima, personalização do personagem e movimentação ultrarrealista, a quantidade de bugs e falhas técnicas fez o favor de enterrar aquele que poderia ter sido um dos melhores jogos da série.

Hoje, como citamos, Unity foi corrigido e é tudo aquilo que queríamos, mas o sentimento do lançamento pesou na hora de aparecer como o pior Assassin's Creed já lançado.

Assassin’s Creed: Unity está disponível para Xbox One, PlayStation 4 e PC.

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