Apple acusa a Epic de trabalhar em nome da Microsoft em batalha legal

Apple acusa a Epic de trabalhar em nome da Microsoft em batalha legal

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 21 de Maio de 2021 às 21h20
Epic Games

Em meio a uma batalha legal contra a Epic Games relacionada às restrições impostas à instalação de aplicativos no iOS, a Apple está acusando a Microsoft de ter uma participação oculta na situação. Segundo a Maçã, a rival de Redmond está usando a desenvolvedora de Fortnite para disfarçar suas verdadeiras intenções e se beneficiar diretamente com um resultado favorável à criadora do jogo, já que o serviço de nuvem Xbox Cloud Gaming foi restrito no iOS por regras similares.

As acusações surgiram na última quarta-feira (19) em um requerimento para que o depoimento de Lori Wright, executiva ligada ao Xbox, seja desconsiderado. Depondo a favor da Epic, Wright afirmou que a Microsoft nunca lucrou com a venda de hardware e que seu negócio depende da fatia que cobra das desenvolvedoras para sobreviver.

Imagem: Reprodução/MSPower User

A Apple já havia feito uma requisição anterior para que o testemunho fosse desconsiderado, mas adicionou que “um observador razoável poderia se perguntar se a Epic está servindo como uma fachada para a Microsoft”. A companhia também declarou que a “Microsoft se protegeu de qualquer descoberta significativa nesse litígio ao não aparecer como uma parte ou mandando um representante corporativo para testemunhar”.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Microsoft e Epic respondem

Para dar força a seu argumento, a Apple também afirma que a Epic usou uma quantidade igual de testemunhas ligadas às suas próprias operações e à Microsoft. Ela também acusa a desenvolvedora e a Microsoft de reter comunicações internas relacionadas à decisão de oferecer aos jogadores de Fortnite meios de oferecer pagamentos fora da App Store — algo que fez com que o game fosse banido da loja.

Em resposta, a dona do Windows afirmou que a desenvolvedora de games “age e pensa por si própria” e que tanto ela quanto outras companhias usaram suas próprias vozes para expressar preocupações em relações às práticas vistas no iOS e em outras plataformas. Já a Epic afirma que a Apple teve ampla oportunidade de obter evidências, que o depoimento de Wright era “previsível” e que a executiva do Xbox forneceu documentos a ambas as empresas da mesma forma.

A batalha legal entre as empresas tem como ponto central as restrições que a Apple impõe a instalações de aplicativos no iOS, que devem necessariamente passar pela App Store. A Epic afirma que isso constitui um monopólio prejudicial a desenvolvedores, que não tem alternativa a não ser pagar a taxa de 30% cobrada pela empresa — valor considerado muito alto e que não seria vantajoso mediante a estrutura oferecida.

Fonte: Bloomberg

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.