10 games para você apresentar a quem não joga videogame

Por Wagner Wakka | 23 de Abril de 2018 às 07h48

Você que é gamer, provavelmente já passou pelo cenário de querer incentivar uma pessoa querida a jogar com você, mas falhou miseravelmente nessa missão. Pois bem, não adianta forçar a nada, pois preferência por uma mídia é natural e ninguém é obrigado a gostar de games.

Entretanto, se você é uma pessoa que quer começar nesse universo ou quer sugerir um game como inicial para um amigo ou amiga, o Canaltech preparou uma lista com 10 sugestões que podem ser uma boa porta de entrada para a diversão eletrônica.

Estão neste time jogos de consoles, computador, smartphones, pagos, gratuitos, complexos e mais levinhos. Ou seja, dá para escolher o seu tipo preferido e cair dentro.

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Overcooked

Overcooked é um dos games desta lista que posso dizer que funciona empiricamente para quem não costuma jogar. No final do ano passado, foi o jogo que ganhou praticamente TODOS meus amigos e amigas no Natal.

O segredo de Overcooked é a simplicidade. Um botão para pegar itens, outro para cortar, outro para dar uma pequena corrida (o que é importante nos níveis mais avançados). Essa já é uma vantagem para a turma que não está ambientada à geografia do controle e precisa olhar constantemente para o joystick. A dica é: mantenha o dedão sobre os dois botões principais e tudo vai dar certo.

O game funciona basicamente por linguagem não-verbal. Ou seja, as imagens muito autoexplicativas não pedem um alto nível de inglês e são rapidamente assimiláveis. A temática também ajuda: é uma cozinha, o que todo mundo em certo nível conhece.

Overcooked está no Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e PC, com compatibilidade de até quatro controles.

A Way Out

Este é um dos jogos mais recentes do selo independente da Electronic Arts. O game conta a história de Leo e Vincent, dois prisioneiros que precisam fugir do cárcere. Como jogo obrigatoriamente multiplayer, é uma boa pedida para dar o controle na mão de uma pessoa querida sob o pretexto de “não dá para jogar de um”.

A trama é bem simples e raramente há momentos que exijam uma destreza do controle muito complexa. Ainda, o enredo é curto, aproximadamente 6 horas, o que pode ser um bom motivo para levar o parceiro/a até o fim.

Com jogabilidade simples, botões que não precisam ser decorados, o título tem um balanço interessante entre complexidade e simplicidade. Além disso, foi criado por um cineasta, Josef Fares, o que também é um belo descanso para os olhos de amantes da sétima arte.

A Way Out está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC via Origin, a loja de games da EA.

Snipperclips

Este joguinho para Switch foi feito para party game. Trata-se de um título em que cada personagem controla um fofo e carismático pedaço de papel, sendo que, quando sobrepostos na tela, podem se cortar. A proposta é criar formatos e resolver os vários puzzles em até quatro pessoas (o que fica mais fácil no Switch, que já vem com dois joy-cons).

Assim como Overcooked, este game trabalha só com linguagem não-verbal, já que, em tese, é voltado primordialmente para o público infantil. Contudo, traz alguns quebra-cabeças bem complexos que, como o nome sugere, vai fazer um adulto queimar muitos neurônios para resolver.

Snipperclips é exclusivo para Nintendo Switch

Bike Race

Até o momento, todos os jogos citados aqui foram sugeridos para que se jogue em, pelo menos, duas pessoas e em consoles modernos. Veja bem, é hora de cair para os smartphones. Bike Race é um game das antigas para quem costuma jogar nos dispositivos mobile.

Trata-se de um jogo em visão 2D no qual é preciso controlar uma moto de bicicross por fases curtas da forma mais rápida possível. A jogabilidade é bem tranquila: segurando a tela, a moto acelera, e o controle de empinar o veículo é feito pelo acelerômetro do aparelho.

Como um jogo simples (de graça com publicidades e compras internas) e que vai rodar em qualquer celular, Bike Race é uma boa porta de entrada para games mais complexos nos mobiles.

O jogo está disponível para smartphones com Android e iOS.  

Papers, Please

Para quem acha que videogame é coisa de criança, este título pode ser um bom e simples exemplo de como a mídia já está bem avançada em tratar de temas mais complexos. Em Papers, Please, o jogador vive um agente da alfândega de um país ditatorial, cujas regras de quem pode ou não entrar na região mudam quase que diariamente. São trivialidades como altura, porte de armas ou drogas, peso, tipo de cabelo chegando até assuntos sérios como religião ou cor de pele. Racismo e xenofobia que chama, né? Parece verídico, não é mesmo?

Pois bem, por vezes o jogador é surpreendido com um suborno, ou com uma história triste de uma mãe que precisa fugir com os filhos. Deixar passar ou não é total decisão do jogador e tem suas consequências.

Do outro, o agente da alfândega tem uma família para cuidar, cujos problemas crescem durante a narrativa. É um convite constante a se pensar no outro sem que se esqueça de si mesmo.

Papers, Please é uma proposta interessante, pois é um jogo profundo, mas com jogabilidade facilmente assimilável - basta arrastar os documentos e carimbar com aceite ou não.

O jogo está disponível para iOS, PC e PlayStation Vita.

Plague Inc

Este aqui entra para a série jogos para a fila do banco, no ônibus para o trabalho e afins. Simples e que pode ser jogado no celular, em Plague Inc. você é o cabeça de uma empresa relacionada à biomedicina. Mas, veja bem, seu objetivo não é evitar uma pandemia, mas sim criar uma doença capaz de dizimar a raça humana. Legal, não é mesmo?

É um título inteligente que ajuda a entender exatamente como evitar essas doenças. Por exemplo, se a sua praga se inicia no Brasil, é preciso que você a torne resistente a grandes altitudes e pressão para que seja transmitida por avião até a Europa.

O jogo também explica quais as “vantagens” e “desvantagens” em se criar um vírus, um fungo ou uma bactéria. Ou seja, é um prato cheio para quem gosta de biologia, mas está disposto a aceitar um pouco do non sense que é exterminar a raça humana.

Plague Inc. está disponível em smartphones iOS, Android e Windows Phone, além de PC.

South Park: A Fenda que Abunda a Força

Bom, está na hora de avançar para games mais complexos. Se a proposta é apresentar mecanismos um pouco mais densos, vale a pena tentar este jogo de South Park. Lançado do ano passado, este título é focado em um sistema de batalhas por turno - antes que você desista aqui, calma.

A Ubisoft simplificou bastante o sistema de confrontos fazendo com que ele seja fácil de entender e rapidamente assimilável. Uma vantagem do sistema de turno é que ele não exige destreza manual do jogador. Como uma jogada pode demorar o quanto o jogador quiser, aquelas olhadinhas típicas para o controle de quem está começando estão totalmente liberadas.

Soma-se a isso o fato de ser South Park. Gostar ou não da série é um fator decisivo para curtir o game, já que é recheado de piadas internas e traz o humor típico que pode não agradar a todo mundo - e tá tudo bem com isso.

South Park: A Fenda que Abunda a Força está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e PC.

Mario + Rabbids: Kingdom Battle

Achou que não teria Mario nesta lista? Achou errado... amiguinho. Este jogo também é uma boa pedida para apresentar um sistema de jogo mais complexo a alguém. Mario + Rabbids é um jogo de estratégia em turno — lembra que se tem turno, tem tempo para pensar.

Embora este seja um gênero mais popular entre os gamers hardcores, a Nintendo e a Ubisoft conseguiram simplificar ao máximo o sistema, o que o torna uma excelente porta de entrada para quem quer começar a brincar com games de estratégia. Isso não quer dizer que seja mais fácil passar as fases, mas sim que há uma boa curva de aprendizado com fácil assimilação.

Ainda, rola um multiplayer caso se queira incentivar uma pessoa novata a jogar.

Mario + Rabbids: Kingdom Battle está disponível exclusivamente no Nintendo Switch.

Dandara

Este é um título interessante para mostrar não só a quem não manja muito de games, mas quem não conhece o mercado brasileiro. Dandara é um jogo feito aqui no Brasil que, para além disso, tem marcas da nossa cultura. Os desenvolvedores colocaram lampejos de Tarsila do Amaral, com Abaporu como personagem, além de discussões sobre a ditadura militar e o poder da mídia. Além, claro, de que a protagonista, Dandara, é inspirada na figura histórica homônima que lutou com Zumbi em Palmares. É muito Brasil na tela.

Junto disso, há uma jogabilidade diferente, mas também simples. Dandara se locomove somente por pulos, o que requer poucos botões para serem assimilados. Ainda, há versões mobile do jogo para quem ainda não tem console em casa.

Dandara está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Android, iOS, Linux e PC. Ou seja, não tem desculpa para não jogar.

Until Dawn

Este último jogo da lista pode ser o título mais controverso. Until Dawn ficou conhecido como um dos principais jogos a cunhar o termo “walking simulator”. O motivo é que ele é totalmente focado na narrativa, com poucas e simples interações do jogador.

Basicamente, é preciso acompanhar um filme interativo e responder a alguns estímulos vez ou outra. Isso pode ter duas consequências. A primeira é apresentar uma plataforma bastante amigável a um jogador novato, que não precisa lá de muita destreza no controle para apreciar tudo que título tem a oferecer.

Por outro, pode haver aquela sensação de “é só isso?”. Ao se propor poucas interações, é possível que esta pessoa se pergunte: “por que isso não é um filme, ao invés de um jogo?”. Bom, este é um debate que já rolou na comunidade e que não cabe aqui. Entretanto, é totalmente plausível que uma pessoa ache pedante um game tão passivo como Until Dawn.

Logo, vale dar aquela explicada básica sobre o que se trata antes de jogar a pessoa no mar de narrativa do game. Aliás, também é bom dizer: é uma trama com leve toque de terror. Então, se você é sensível ao tema, fica o aviso.

Until Dawn é um game exclusivo do PlayStation 4.

Gostou da nossa lista? Claro que tem muita coisa boa para além desses 10 games que podem servir como porta de entrada para uma pessoa novata. Então, se você tem uma sugestão, deixe nos comentários.  

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