Análise | WH-CH700N, o fone com noise cancelling mais barato da Sony

Por Luciana Zaramela | 08 de Outubro de 2019 às 13h38
Luciana Zaramela/Canaltech

A galera que vive conectada e não abre mão de uma boa música no trabalho, no transporte ou até mesmo enquanto vai dar uma volta no parque sabe bem o quanto é importante ter um bom fone de ouvido, com alcance Bluetooth legal e qualidade sonora respeitável. O problema que muitas vezes afeta a decisão do consumidor na hora de levar um modelo para casa (e vamos nos focar nos over-ear, aqui) é, justamente, o preço: fones sem fio parrudos e de alta qualidade costumam ultrapassar a barreira dos R$ 1 mil, por vezes chegando a R$ 2 mil ou além. Tendo o preço como um limitador na hora de adquirir um headphone, é preciso pensar em alternativas que cabem no bolso e no gosto do freguês — a famosa relação custo-benefício.

Como ter o melhor de dois mundos? Bom, a gente sabe que, quanto mais caro for o modelo, geralmente estaremos pagando por mais tecnologia, mais funcionalidades e melhor qualidade sonora. Mas dá para pegar uma mistura boa de assinatura sonora, design, conforto, durabilidade e colocar na mesma receita: é o que acontece com o Sony WH-CH700N, que você vai conhecer agora nesta análise.

WH-CH700N: Visual sóbrio, discreto e cheio de botões (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Design & Ergonomia

Quem procura um fone circumaural bonito vai gostar muito do que vimos aqui. Não vou mentir: é um headphone mais "acessível" da Sony, aliás, o mais barato de sua linha premium com cancelamento de ruído. Eu já conhecia o modelo, mas tirá-lo da caixa me causou o mesmo efeito após reencontrá-lo dessa vez: design legal e conchas mais ainda. Conchas grandes, com almofadas macias, que tratam bem sua orelha e a musculatura ao redor dela. E outra: conchas grandonas só podem nos trazer drivers igualmente grandões, certo? Aqui no CH700N essa conta é verdadeira, já que temos drivers dinâmicos de 40 mm em cada earcup. Bom sinal!

Recebemos o modelo na cor preta. Na parte externa, o CH700N traz um design elegante e que não chama muito a atenção se você pretende comprar um fone para andar na rua, por exemplo. A logo da Sony está ali, presente nas duas conchas, mas de maneira igualmente discreta. Não é um fone cheio de "frufrus" ou penduricalhos chamativos, muito embora tenha botões demais. Claro: apesar de estar na mesma família, esse modelo não compete no mesmo páreo com os fones de topo de linha da Sony, sendo um irmão mais modesto da linha WH, portanto sem superfícies sensíveis ao toque e tecnologias muito rebuscadas, como as do WH-1000 XM3. É um fone bem mais "plástico" que ele, aliás, e vem nas cores cinza e azul. Se você se lembra da linha MDR da Sony, o CH700N veio como um "sucessor" do MDR-ZX770BN, com design um pouquinho mais refinado. E ah, é um fone bastante leve.

Temos um material que imita couro revestindo as almofadas, que por sinal são muito macias e confortáveis. Isso gera um conforto e tanto na região das orelhas, muito embora o respiro não faça parte dos planos da Sony com este headphone. Ok, este modelo não é para quem vai malhar, portanto nem considere usá-lo se estiver correndo ou fazendo atividade física, já que, com o suor, suas orelhas vão esquentar — e muito. Os drivers são revestidos apenas por um tecido fininho e transparente, enquanto a parte externa das conchas possui um monte de botões e portas de comunicação (falaremos disso na seção Controles, logo abaixo).

Detalhe do interior das conchas: dá para ver os drivers abaixo do tecido finiho que os recobre (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O arco é bem generoso, também. Com extensão legal, é capaz de agradar dos menos aos mais cabeçudos, pois além de ser bem regulável, é bem revestido, na região que fica em contato com o topo da cabeça, com o mesmo material das conchas. Nas laterais, o plástico impera tanto interna quanto externamente. E lá em cima, no topo externo do arco, temos um acabamento plástico que passa a impressão de durabilidade, revestido com um material que também imita couro e com detalhes em metal nas laterais. Aliás, o metal também é utilizado na armação do arco, ou seja: é um fone bem construído, feito para durar, se você tratar ele bem.

As conchas se articulam bem em relação ao arco e às orelhas, mas você não consegue dobrá-las para o fone ficar "mais compacto" e caber em uma bolsinha, por exemplo. Elas só rotacionam para dentro e para fora.

Controles

O CH700N é um fone sem superfície capacitiva nas conchas, portanto, sim, ele é cheio de botões. Apesar desse detalhe, pode ser que muita gente goste mais, afinal ainda temos uma generosa parcela de usuários que preferem pressionar botões físicos a usar diferentes toques para diferentes funções.

Vamos lá: a concha esquerda possui o botão de liga/desliga, a entrada micro USB para carregamento, a entrada de áudio de 3,5 mm e o botãozinho que ativa/desativa o cancelamento ativo de ruído.

A concha direita tem um botão longo que, em uma extremidade, aumenta o volume e na outra, diminui. Além dele, há um botão multifuncional tipo mola que avança e retrocede as faixas em reprodução, além de dar play/pause e receber chamadas quando pressionado.

Estes são os botões e conectores do CH700N. O botão liga/desliga está na concha esquerda (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O feedback dado pelos controles é bom. Não me deixou na mão, e essa á uma grande vantagem dos botões físicos em relação a alguns modelos que já usam superfícies sensíveis ao toque. Os botões são posicionados de maneira que, intuitivamente, faz o usuário aprender rapidinho a manusear o fone por completo sem ficar tirando da cabeça para ver qual botão faz o quê.

Solta o som!

O Sony CH700N é, hoje em dia, o fone que puxa o cordão dos premium sem fio da marca no Brasil. Ou seja, a partir dele, a Sony começa a investir em mais tecnologias que vão além do som que você escuta, mas que estão aí para melhorar sua experiência como ouvinte, como o cancelamento de ruído, um aplicativo auxiliar e o DSEE. Não chega no patamar de alta resolução do WH-1000 XM3, mas entrega um som interessante e de boa qualidade para a grande maioria dos estilos musicais.

Analisando os graves do modelo, a gente percebe logo de primeira que este fone não é tão voltado para dar ênfase nessa gama de frequência na esmagadora maioria das músicas. Os subgraves são muuuito discretos, começam tímidos e se misturam nos graves, que por sua vez, apesar de soarem bem honestos, tendem a se misturar nos médios ali no "rabo" da frequência, ou seja: não têm um ganho muito forte e sua extensão não é bem delimitada em relação aos médios-graves, trazendo um resultado bacana, mas nada de cair o queixo. Como exemplo, vamos de White Cap, um tema do Snarky Puppy que faz uma cama legal de subgraves sintetizados por toda a faixa. E eles praticamente se perdem em meio à chuva de instrumentos gravados em sei lá quantas tracks nessa mixagem da banda, ou seja, toda a graça desses subgraves vai embora no CH700N. Já em canções menos complexas, como Maracatu Atômico, da Nação Zumbi, o groove do baixo e da percussão vem certeiro nos fones. Isso porque eles ocupam uma frequência que é bem estabelecida no modelo: a de graves na faixa dos 50 Hz até 80 Hz, que é a baseline de um contrabaixo fazendo uma linha grave tradicional, subindo bem para ataques em torno dos 700 Hz. Mas poderia ter mais ganho. Bumbos e tons também aparecem bem (80 Hz a 300 Hz), mas surdos perdem o final do "retumbar" na gama dos subgraves. Em gravações mais modernas e com menos instrumentos, como Brown Skin Girl, com Blue Ivy, SAINt JHN, Beyoncé e WizKid, os graves soam muito bem e respeitam legal as vozes.

O WH-CH700N é discreto e fica bem confortável na cabeça (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Caminhando para os médios, o esperado aconteceu: temos um monte de médios tomando conta dos graves, e perdendo um pouco para os agudos no fim da frequência. Se a música tiver metais, pianos elétricos muito brilhosos (como os CP-80 da década de 1980), gaitas e demais instrumentos muito médios/médio-agudos, eles vão saltar lá para a frente e tornarem-se ênfase — mais do que o próprio vocal. É o que acontece com Samurai, que Djavan gravou com Stevie Wonder e com Asa, também do mesmo Djavan. Duas trilhas do mesmo autor servem para a gente falar a mesma coisa: na primeira: o piano elétrico e a gaita atropelam tudo, menos a bateria e o vocal. Na faixa dos 2 kHz a 2,5 kHz, parece que o fone tem um descontrole de dinâmica e isso gera um pico desonesto com as demais frequências, fazendo a voz perder um pouco de presença. Aliás, toda frase de teclado embola nessa faixa. Em Asa, quem tocou contrabaixo foi o virtuoso Marcus Miller. O trabalho dele ficou tímido no CH700N, porque o baixo, mesmo em ataques e slaps, foi abafado pelo violão, teclados e caixa-super-anos-1980 da mix — isso para não falar dos metais. Temos a mesma dinâmica desequilibrada dos médios da trilha anterior, com pico em torno dos 2 kHz e resposta lenta de 500 Hz a 1 kHz.

Bom, com esses médios que, em faixas ricas em instrumentos, deixa "tudo junto e misturado", vimos que o CH700N não é o melhor fone para curtir um fusion brasileiro, mas pode ser um ótimo fone para ouvir rock. Sultans of Swing, famoso hit da banda britânica Dire Straits, soa muito bem no modelo, trazendo a guitarra de Mark Knopfler como precisa ser, já que com ela não brigam muitos outros instrumentos na mesma gama de frequência — a não ser a voz do próprio Mark. Os baixos, a bateria e a guitarra base se respeitam e consegue-se um som mais harmônico em estilos com menos competição por diferentes frequências na mesma faixa, com leve ênfase para os agudos — sobre os quais vamos falar agora — nas notas mais altas da guitarra durante o solo.

Os agudos são a frequência mais excêntrica e enfática do WH-CH700N — essa foi a primeira impressão que tive, e foi a que ficou. Uma música que já nasceu da mixagem com muitos agudos, como You Can't Hurry Love, do Phil Collins, mostra o tanto que esse fone gosta dessa frequência. A batida bem oitentista que lembra as camisas floridas do Magnum de Tom Selleck fica aberta e brilhante demais nos fones. No começo dessa faixa, que o baixo e os tons fazem a marcação, você já sente a guitarra pular à frente das demais frequências e a voz de Phil Collins ficar tímida em relação aos instrumentos mais agudos: percussão, guitarra ritmada, cordas muuuito agudas, pianos… quando tudo isso entra junto, você tem frequências agudas se embolando enquanto sobrepõem os médios e até os graves. Pedi arrego e usei a equalização do aplicativo Headphones Connect para chegar até o final dessa música.

Para ouvir pop moderno, o resultado é legal. Shape of You, do Ed Sheeran, é uma faixa que tem poucos instrumentos, alguns elementos eletrônicos, um vocal mais trabalhado e uma dinâmica bem legal. Os agudos estão muito mais equilibrados, principalmente do meio para o final da música, já que a batida grave é bem presente e forte. Para esse estilo de música, o CH700N funciona bem demais — algo semelhante com o que acontece com o rock.

Ou seja, no final do frigir dos ovos, temos aqui um fone legal, que agrada com estilos que usam menos instrumentos por faixa, a exemplo do rock, do blues, de algumas músicas pop, do disco e do metal. Estilos mais rebuscados em termos de número de instrumentos podem sofrer as consequências de uma gama média com pico em médios-agudos, e de uma gama aguda que precisa de freios, senão salta mesmo para a frente e chega primeiro aos ouvidos. A dinâmica desse fone não o torna tão versátil, mas mesmo assim faz dele um equipamento legal para estilos populares e atende bem a maioria da galera. Não é um modelo indicado para quem curte jazz fusion ou contemporâneo, música clássica, samba, MPB, rock progressivo e demais estilos mais trabalhados e/ou orquestrados. Se você é mais "chato" com seu som, vai achar que está ouvindo seus temas de jazz dentro de uma caixa.

Cancelamento de ruído

Análises existem para serem subjetivas, e aqui vai uma boa dose de sinceridade: o cancelamento de ruído do CH700N é… medíocre. Isso porque fica difícil não usar como base de comparação o WH-1000XM3, o mais parrudo da linha. A Sony conseguiu escalar seus modelos com isolamentos de ruído igualmente progressivos: o CH700N tem um cancelamento que ajuda você a se concentrar no escritório, por exemplo, se alguém estiver conversando baixo no telefone, do seu lado, ou duas pessoas estiverem trocando ideia enquanto tomam café. Mas não tem imersão, porque o som ambiente passa — ruídos graves, por exemplo, são mais bloqueados que agudos. Se o vizinho de cima arrastar uma cadeira, o cachorro latir ou a criança gritar, você vai ouvir. A tecnologia, aqui, perde para a do WH-XB900N Extra Bass, que já filtra melhor os ruídos ao redor. E o XB900N perde, claro, para o 1000XM3.

WH-CH700N com o cancelamento de ruído ativado (NC: LED em verde) (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O que a Sony diz é que a tecnologia do CH700N traz um cancelamento de ruído de inteligência artificial, que analisa o som das músicas e o ajusta para que você ouça a performance ideal dentro de aviões, por exemplo, e outros lugares barulhentos. Para ativar e desativar o recurso, basta pressionar uma vez o botão NC. Você pode alterar suas preferências de cancelamento de ruído no aplicativo.

Tecnologia DSEE 

A Sony vem empregando o DSEE em seus últimos lançamentos, mas o que isso quer dizer? A tecnologia ajuda a restaurar os detalhes de músicas digitais, aumentando a qualidade de arquivos compactados, como MP3 e streaming, ressuscitando virtualmente a famosa perda de detalhes (que assola principalmente as frequências mais altas). Segundo a Sony, isso aproxima mais o arquivo do áudio original. No CH700N não conseguimos sentir isso muito, não.

Aplicativo Sony Headphones Connect

O Headphones Connect é um aplicativo (para Android e iOS) essencial para os fones da Sony que contam com esse suporte. E é um aplicativo muito bacana, porque amplia as capacidades do fone, dando ao usuário mais controle em vários outros aspectos, deixando o aparelho mais versátil para outros estilos.

É pelo Headphones Connect que você ajusta o AINC (cancelamento de ruído com inteligência artificial) dos fones, modifica o campo sonoro com ajustes predefinidos que dão a impressão de criar uma ambiência diferente nos fones fechados, escolhe presets de equalização e molda o som do jeito que preferir, porém, sem controles personalizados para o CH700N.

Para ampliar as capacidades do fone, é só usar o app Headphones Connect (Android/iOS) da Sony (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Microfone

Durante o período de testes com o CH700N, usei o microfone em ocasiões tradicionais: efetuar e receber ligações aqui e ali, e gravar áudio no Telegram/WhatsApp. Temos um componente nada "wow" aqui, uma vez que, em ⅔ das ligações, a pessoa do outro lado ficou confusa com o que eu estava falando — já que estava em um ambiente barulhento. Quando usei o fone para conversar no celular em um ambiente mais tranquilo, a conversa fluiu bem melhor, com um resultado mais limpo. Com o áudio no WhatsApp é a mesma coisa. Enfim, é um microfone ok.

Bateria

A Sony está de parabéns quando o assunto é bateria. O headphone tem uma longevidade de bateria muito bacana, de 35 horas, segundo a fabricante — o suficiente para quem quer passar uma viagem internacional inteirinha curtindo um som ou, como eu faço no meu dia a dia, usar de duas a três horas para ouvir música enquanto trabalho. Isso significa que, para usuários nessa média, o fone será carregado uma vez na semana. Bom, né? Sim, mas seria melhor se o tempo de carga necessário para preencher toda a bateria fosse inferior às quase sete horas na tomada/computador.

O modo Quick Charge é legal: 15 minutos de carga oferecem 3 horas de playback. Então, se você gostou do fone e quer comprar, tenha em mente que vai precisar de um esquema aí na sua agenda para aproveitar o melhor possível sua bateria versus tempo de carga.

Conectividade

O modelo, apesar de ter chegado em 2018, não possui conectividade USB-C, trazendo uma entrada micro USB para você plugá-lo no computador ou numa fonte de energia para carregar a bateria. Por outro lado, ele vem com a opção de funcionar cabeado, plugado diretamente em um aparelho com entrada P2 (3,5 mm).

O alcance Bluetooth (4.1) é bom, o fone toca suas músicas sem repiques, e ele ainda possui NFC para você encostar em outro dispositivo e conseguir conectividade instantânea e reproduzir seu som numa boa.

O legal é que o fone suporta reprodução passiva de áudio, ou seja: se acabar a bateria, don't panic! É só puxar o cabo e plugar no aparelho (torcendo para que ele tenha entrada 3,5 mm).

Para quem gosta de estar sempre conectado com o Google Assistente, o CH700N recebeu suporte para que você possa fazer perguntas e pedir ajuda usando o fone como se fosse seu Google pessoal. Recentemente, também recebeu suporte à Alexa, que chegou ao Brasil falando português.

Ah! Se você quiser ouvir os fones plugados via USB no computador enquanto eles carregam a bateria, desculpa, mas não dá. O playback wireless não toca quando o fone está carregando.

Specs

  • Driver: 40 mm, Domo
  • Bluetooth 4.1
  • Bateria: até 35 horas (BT + NC)
  • Resposta de frequência: 20 Hz - 20.000 Hz (amostragem 44,1 kHz)
  • Microfone: sim
  • NFC: sim

O que tem na caixa?

  • Sony WH-CH700N
  • Cabo micro USB/USB
  • Cabo de áudio simples de 3,5 mm
  • Manuais

Infelizmente, não há case nem bolsinha para transporte inclusa no pacote. Possivelmente porque o fone não é lá dos mais portáteis, já que não tem conchas que se dobram "para dentro" do arco.

Preço e onde comprar

Pelo site oficial da Sony, você encontra o WH-CH700N custando R$ 736,79, em até 10x de R$ 76.67 no cartão de crédito.

Já na Amazon, é possível encontrar ofertas mais baratas do modelo com opção de frete grátis.

WH-CH700N: é bonito, mas os médios e agudos podem incomodar quem gosta de estilos mais rebuscados (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Veredicto

O WH-CH700N é um modelo, digamos, de entrada para o mundo dos premium da Sony. Ele é confortável, bonito, tem drivers grandes dentro de conchas circumaurais bastante macias, tem uma bateria muito bacana com durabilidade que o coloca à frente de muitos de seus competidores no mercado.

É um brinquedo conectado, com suporte ao Google Assistente e Alexa, o que pode ser uma mão na roda se você estiver ocupado demais para usar o celular. Tem NFC, um bom alcance Bluetooth e excelente estabilidade na conexão com seu dispositivo sem fio, além de trazer a opção cabeada para quem precisa de socorro quando a bateria acaba.

A função Noise Cancelling ajuda, mas não é para tirar o chapéu. Em viagens e ao trabalhar em um local mais barulhento, vai ajudar a bloquear um pouco do blablablá ao seu redor e dos ruídos que atrapalham você a se concentrar, ou mesmo a ouvir sua música com mais imersão. Mas se você estiver em um ambiente tranquilo com o AINC ligado e o telefone tocar, você vai ouvir. E se o cachorro latir? Você vai ouvir. A campainha, o interfone, o foguete, a derrapada do carro na rua, a sirene da ambulância que passou no quarteirão à frente, o espirro do amigo sentado ao lado… tudo você vai ouvir mesmo com o AINC ligado.

Em termos de áudio, temos um fone bom para os estilos mais populares, mas que perde a linha em estilos mais rebuscados. No rock, rap, hip-hop, blues, pop, soul, disco, sertanejo, pop rock, vai se sair muito bem e te entregar sua música de maneira bem legal — e apesar de cada ouvido ser único, é bem provável que os ± R$ 700 que você for desembolsar aqui vão valer a pena. Já para o fusion, o jazz contemporâneo, o rock progressivo, o samba, a MPB, a música orquestrada, o clássico, a ópera… é melhor você considerar gastar uma grana a mais e comprar o irmão maior, o WH-1000XM3, que já analisamos aqui no Canaltech.

Para a o design e o conforto, nota 8. Para a conectividade e duração da bateria, nota 8 também (só porque ainda usa Bluetooth 4.1). Mas considerando o som... merece uma nota 7.

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