Análise | Jaybird Tarah Pro: o fone é bom, mas o aplicativo é melhor ainda

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A Jaybird continua sua saga em busca do fone de ouvido perfeito para quem quer se aventurar nos esportes mais inusitados, trazendo modelos cada vez mais versáteis e resistentes, seja para a prática indoor ou outdoor. Aqui no Canaltech a gente já analisou dois modelos da companhia, o Tarah e o X4, e, dessa vez, vamos de Tarah Pro.

O formato dos buds é a cara da Jaybird, e quem já conhece os fones da marca, logo vai perceber que é uma evolução de algum dos modelos sem fio (porém com cabinho que une os dois fones). Voltado para atletas e para a galera fitness, o fone promete ser a companhia perfeita para quem não abre mão de um bom som enquanto vai correr, malhar, escalar, saltar, pedalar ou fazer tudo isso.

Design & Ergonomia

O Tarah Pro é, obviamente, a evolução do Tarah. O modelo anterior, que contava com apenas 6 horas de reprodução entre uma carga e outra, deu lugar a um fone de ouvido com muito mais autonomia: são 14 horas de playtime para agradar aqueles que saem em trilhas ou maratonas e não têm tempo (nem lugar, às vezes) de colocar o aparelho para carregar.

Ao tirar o Pro da caixa, a primeira diferença que sentimos está no cabo que une os dois fones (ainda não estamos falando de um modelo truly wireless da empresa, embora ele já exista). Esse cabo é todo reforçado por um tecido de nylon, que parece uma cordinha. Isso é bem legal para quem sua bastante, tira o fone do ouvido enquanto pratica esportes e coloca de novo, guarda no bolso da roupa, pega chuva, enfim… não é preciso se preocupar tanto com a delicadeza do cabo, já que ele é bem revestido.

Com vocês, Jaybird Tarah Pro! (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

A gente recebeu o modelo na cor Mineral Blue, que é realmente um azul petróleo. De forma geral, o design é quase igual ao do Tarah, contendo poucas diferenças. Além do cabo revestido, o mais legal é que os buds agora são magnéticos, o que facilita o manuseio dos fones e ativa o desligamento quando eles não estiverem em uso. Particularmente, adoro buds magnéticos em fones com cabinho para usar como um colar em torno do pescoço quando "canso" deles durante uma pedalada ou atividade física qualquer. Isso evita que eles se percam e facilita demais a vida de quem não tem bolsos para guardar o case de transporte.

A construção do fone é muito bacana. Aliás, os fones da Jaybird SÃO muito bacanas — e resistentes. Para dar mais estabilidade, os fones contam com as já tradicionais alças de silicone que se prendem nas voltinhas da orelha e pontas de silicone para lá de confortáveis. São leves, gostosos de usar e não incomodam mesmo em longos períodos. Nem ameaçam cair do ouvido quando você pratica algum esporte com mais movimento, como step, corrida ou crossfit. Como as ponteiras não entram muito no seu canal auditivo, você não sentirá desconforto do tipo "ai meus tímpanos".

Buds magnéticos são legais e uma mão na roda para quem não leva mochila para o treino (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Os fones têm certificação IPX7 e são resistentes a água (chuva, respingos), poeira e até lama. Para quem faz trilha, são uma ótima opção. Mas a Jaybird deixa claro no manual: os fones não foram desenvolvidos para uso em piscinas, chuveiros ou no mar. Se acontecer um descuido e seu fone cair na água, retire-os imediatamente, seque com um pano ou deixe secar ao ar livre.

Nos nossos testes, colocamos o Tarah Pro à prova durante uma pedalada na rua e também dentro de uma academia relativamente cheia — além, claro, de usá-lo nas atividades domésticas, no dia a dia e no trabalho. O desempenho foi muito bom, tanto pelo nível de conforto e estabilidade (pode-se usar o Tarah Pro por horas sem nenhum incômodo mesmo sentado ou deitado) quanto pelo isolamento passivo de ruído, que é bem legal — e falaremos dele adiante.

Conectividade

O Tarah Pro já suporta conectividade Bluetooth 5.0, ou seja, se você tem um celular mais novo, vai gostar do resultado da reprodução das músicas, tanto em estabilidade quanto em alcance — que conectado a dispositivos com Bluetooth 5.0 passa fácil do raio de 60 metros ao ar livre. É possível deixar o celular em um cantinho da academia, dentro da mochila, enquanto você treina tranquilo sem precisar se preocupar com repiques e falhas de conexão.

Infelizmente, esse modelo não suporta mais de um dispositivo pareado simultaneamente, como os modelos anteriores da Jaybird que já analisamos no Canaltech. A latência existe, mas não é nada espantosa, já que o fone é voltado para a prática esportiva, e não para jogar nem para assistir a vídeos. Até dá para assistir filmes ou clipes no YouTube e na Netflix, já que é possível configurar um atraso no áudio nestes aplicativos. Gambiarras que funcionam, mas sem elas, você pode se irritar.

Como são fones Bluetooth, não possuem conexão para áudio cabeado, portanto não reproduzem som de maneira passiva.

Bateria

Temos aqui um upgrade e tanto em relação ao Tarah: uma bateria que dura 8 horas a mais que a do modelo mais antigo, ou seja... mais do dobro, segundo a Jaybird. E o legal é que temos fast charge: cinco minutinhos no dock de carregamento já conferem mais que um treino inteiro de música para a maioria dos atletas, ou seja: duas horas de playtime.

As 14 horas de bateria são um grande avanço para quem pratica esportes diariamente, já que o fone poderá, se muito, ser carregado uma vez por semana. Ou, quem sabe, uma vez a cada quinze dias. Nos nossos testes, a gente não conseguiu drenar a bateria do Tarah Pro.

Dock de carga, como nas versões Tarah e X4 (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

O modelo vem com o tradicional dock de carga que lembra o das pulseirinhas Mi Band, da Xiaomi. É um "meio-casulo" sobre o qual você encaixa seu fone e pluga na porta USB do computador. Para completar a carga, você precisará de aproximadamente duas horas.

Controles

Por se tratar de um fone com um cabo que liga um bud a outro, temos um controle no próprio cabo, com boa construção e boa resposta. Por meio desse controle, você consegue aumentar e diminuir o volume, reproduzir e pausar músicas, atender, desligar e rejeitar chamadas, passar para a música anterior e, claro, ligar e desligar os fones.

Também resistente, o controle do Tarah Pro é fácil de usar e tem botões físicos (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)


O botão + funciona para aumentar o volume a cada pressionada curta, e pula para a próxima faixa se você o mantiver pressionado. O botão central, que é uma bolinha, reproduz e pausa a música ou atende/desliga a chamada (toque curto). Com um toque duplo, você ativa o assistente de voz do seu celular ou, quando ele tocar, rejeita uma chamada. Se mantiver o mesmo botão pressionado, liga ou desliga o fone. Já o botão - funciona como o botão +, só que ao contrário: diminui o volume, em vez de aumentar; pula uma música para trás, em vez de avançar.

Sonoridade

O primeiro "contato" que tive com o som do Tarah Pro não foi dos mais animadores, mas essa impressão não foi a que ficou. Primeiro, porque é preciso escolher a ponteira que melhor se adapta aos seus ouvidos, sem deixar o som "escapar" para o ambiente e direcionar o driver direitinho a ponto de receber todas as frequências — inclusive as graves. E, segundo, que a cereja do bolo dos fones da Jaybird é o aplicativo dedicado. Ter um app que te deixa equalizar seu som à sua maneira é uma adição e tanto para aqueles que são mais exigentes com suas músicas.

Ao ouvir os fones "crus", você percebe que eles tendem a soar de neutros a apresentarem mais ênfase em médios em certas (senão todas) músicas, principalmente se essas músicas forem gravações mais antiguinhas. Não é ruim e dá para malhar com o fone sem o aplicativo. Mas não há como a gente falar do Tarah Pro sem citar o quanto ele ganha em desempenho quando o app é baixado e usado junto com ele. É essencial, aliás.

Jaybird Tarah Pro + My Sound, o app da Jaybird: e aí, é sonzeira? (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)


Graves

Temos graves muito bem comportados, recuados, talvez até tímidos demais para os amantes dos baixos bufantes. Como a tendência do fone é ser de neutro a mais médio, você escuta muito mais vozes, instrumentos harmônicos de corda como violões e guitarras, melodias, solos, caixa da bateria e demais instrumentos nessa faixa de frequência. Bumbos, surdos, batidas eletrônicas e contrabaixo ficam aquém do que se espera de um fone que vem para incentivar o cara a malhar, inclusive porque, por padrão, você nem percebe frequências subgraves no fone. Em homenagem à galera que malha dançando e treina sozinha, vamos de Footloose, de Kenny Loggins: sem o app, a música parece soar em um radinho de pilha, porque perde definição em graves e também em agudos. Cut loose, Footloose: vamos abrir o aplicativo e ver qual é a do equalizador paramétrico e ver se o som se solta, mesmo.

Joguei os graves lá para cima, deixei os médios um pouquinho acima da linha neutra e dei um grauzinho também nos agudos — deixando tudo quase V-Shaped. A música melhorou con-si-de-ra-vel-men-te. Nem pareceu soar dos mesmos fones. Então, meus amigos, não se deixem iludir pelo potencial oculto dos fones da Jaybird puros, sem o app: o aplicativo existe para turbinar e moldar o áudio do seu jeito, na frequência que você quiser, e dar aquela dose de energia que a gente precisa na hora de malhar.

Em Crash, de Chris Malinchak, a mesma coisa: a música fica chocha, não tem muita definição e perde bastante nas frequências mais baixas, ficando com toda a ênfase no piano, na percussão eletrônica e nos efeitos de voz e sintetizador. Basta dar um grauzinho usando um preset como aumentar o grave ou mesmo sessões de R&B para dar aquela pimpada e resolver por completo o problema.

Médios

Essa é a gama mais marcante do Tarah Pro. Sem equalização nenhuma, as guitarras sujinhas de No One Knows, do Queen of Stone Age, por exemplo, soam bem destacadas em relação ao restante do instrumental e do vocal. Claro, com médios lá no alto, elas ganham ênfase e perdem graves, profundidade e brilho, sobrepondo até as viradas de bateria e os pratos. Aqui também é preciso dar uma mexida no equalizador caso você queira fugir dos médios: pode tirar um pouco dessa frequência e aumentar um "grauzinho" de graves e agudos para dar mais ambiência e potência na música, realçando o contrabaixo e a bateria. Assim eu fiz e assim ficou em boa parte das músicas que testei.

Hurricane, clássico de Bob Dylan (que, pasme, virou tema de novela), foi a primeira música que ouvi quando peguei o Tarah Pro e coloquei nos ouvidos. Tirei os fones e pensei: só pode estar errada a adaptação ou então minha unidade veio com defeito. A gravação antiga tem médios demais por natureza, ainda mais tratando-se de Bob Dylan… a solução foi trocar as ponteiras pelas de tamanho 2 e usar o equalizador do aplicativo para conseguir tirar um pouco do efeito de "taquara rachada" da voz de Dylan, melhorar a sonoridade desse violão e dessa bateria e gerar aquele nível agradável de subgraves e graves. Usei o preset personalizado de acordo com meus ouvidos (mais sobre isso na seção sobre o app) e a música se transformou da água para o vinho. Tive só que regular um pouquinho nos subgraves para chegar a um nível bastante agradável.


Agudos

No modo default, ou seja… sem equalização alguma e flatado, o Tarah Pro oculta um pouco seus agudos em função dos médios e médios-agudos, o que deixa qualquer música abafada por padrão. Para ter uma dose legal de presença e brilho, é necessário ajustar sempre os parâmetros de agudos no aplicativo. Em Sex on Fire, do Kings of Leon, a gente sente falta de chimbais e notas mais agudas da guitarra, além de mais clareza nos vocais. Então a solução é ir até o app e escolher um padrão predefinido ou mexer no equalizador paramétrico do seu jeito. Coloquei manualmente um pouquinho de ênfase em agudos, diminuí levemente os médios e aumentei os graves. A música se transformou em outra.

Radio Ga Ga, do Queen, é uma música para se tomar cuidado, principalmente porque, à época, foi mixada com uma série de trilhas dedicadas a teclados sintetizadores, o que abusa de médios e médios-agudos com vontade. A bateria é eletrônica, a voz de Freddie Mercury precisa sobressair-se além dessa frequência para gerar mais presença nos fones. Em modo padrão, com equalizador inalterado, Radio Ga Ga soa "antiga demais". Sobressaem-se as caixas eletrônicas da bateria e os fraseados de teclado se misturando na voz de Freddie. Ou seja, o fone "cru", sem equalização nenhuma, não tem uma sonoridade versátil e equilibrada… sempre é necessário usar o aplicativo. Felizmente, esse app é muito completo e funciona em Android e iOS. O preset "Sessões de R&B" melhorou significativamente o áudio global, mas ainda precisei alterar alguns parâmetros manualmente para chegar num resultado que me agradasse (embora não fosse o ideal). Conclusão? As frequências agudas sofrem mais que as graves, de maneira geral, no Tarah Pro. Mas, cada ouvido é um ouvido, e pode ser que você adore a assinatura sonora "crua" do modelo.

Cancelamento de ruído

O modelo da Jaybird fornece um bom isolamento passivo de ruído, por ter ponteiras de silicone que se ajustam bem ao canal auditivo. Mas não contam com uma opção ativa (ANC) para você se isolar do mundo enquanto ouve música. Como têm um design muito semelhante, tanto o Tarah Pro quanto o Tarah mais antigo performam de maneira muito similar neste quesito.

Ao usar os fones no escritório, em volume médio, tive um nível de isolamento passivo bem legal, já que eles atenuaram bem conversas em tom médio, músicas externas, televisão ligada, ar condicionado e barulhos de carros passando na rua. Se você quer o Tarah Pro para malhar e também trabalhar concentrado, vai fazer uma boa escolha.

Mesmo em volume alto, o som quase não vaza — e quem estiver do seu lado mal vai perceber que você está ouvindo música nos fones.

Aplicativo; ah, o aplicativo!

O que torna os fones da JayBird mais atraentes é o aplicativo MySound, compatível com Android e iOS, que abre um leque de oportunidades para você configurar o som do seu jeito, usar o equalizador (paramétrico, e não gráfico) personalizado ou presetado e ainda fazer parte de uma comunidade de atletas pelo mundo, podendo criar playlists ou curtir as playlists da galera. E tem muita coisa boa no app!

Tudo no aplicativo é fácil de usar e, de maneira geral, ele é bastante intuitivo. Os controles e a navegação pela interface são intuitivos, bem simples, e você já escuta, em tempo real, a modificação no áudio, inclusive se estiver usando os fones fora do app — isto é, ouvindo música no seu serviço de streaming favorito ou no próprio telefone, caso armazene músicas nele.

Agora, se tem uma coisa que me conquistou nesse aplicativo da Jaybird é o equalizador personalizado de acordo com o ouvido do usuário. Ou seja: ele faz um mini teste de audiometria e determina, junto com você, durante a emissão de pulsos de onda quadrada, quais seriam seus níveis ideais para ouvir de subgraves a agudos (numa escala de 20 Hz a 20 kHz) e tornar o fone único para seu jeito de perceber a música. A Jaybird ganhou muitos pontos aqui, porque essa não é uma função que encontramos em qualquer aplicativo para celular.

A cada emissão de pulso por frequência, o ouvinte nivela o áudio até conseguir ouvir o sinal. O app faz isso em cada gama de frequência e você precisa estar em um ambiente silencioso para calibrar os fones de acordo com seus ouvidos. Lindo, maravilhoso, nota 10.

Nivelamento de áudio personalizado do app (Captura: Luciana Zaramela/Canaltech)

Agora, falando do "grosso" do app em si: usamos o Spotify em altíssima definição (320 kbps) nos nossos testes e, claro, também brincamos pelas playlists dos usuários dentro do aplicativo da marca e… gostamos bastante! É um extra legal para que busca conhecer novas músicas com batidas eletrônicas para animar o treino. E o bom é que a equalização segura firme quando trocamos de aplicativo e decidimos ouvir música em outros serviços, como Spotify, Deezer, Tidal, Apple Music e congêneres.

Tem um monte de presets legais que a própria equipe da Jaybird já deixou prontos para quem não tem muito a manha de equalizar as músicas na unha. Aumentar o grave, sessões de R&B, Audição Prolongada… e você ainda pode criar seus presets e salvá-los, também. Enfim, muito completo, muito bacana e ALTAMENTE recomendável.

Mais funcionalidades do My Sound (Captura: Luciana Zaramela/Canaltech)

Apesar de parecer que é necessário estar com o app aberto em primeiro plano para ouvir músicas, não é. Além do player do próprio app da Jaybird, você pode se conectar perfeitamente a qualquer serviço de streaming que tiver no seu celular, ou ouvir as músicas que você tem armazenadas no aparelho. É só não fechar de vez o aplicativo dos foens. E o equalizador do app, caso você queira usar, performa sobre as músicas que você ouve no seu streaming de música favorito. E ainda dá para mapear os botões do controle do seu jeito pelo aplicativo e ativar um timer para desligamento automático. Outra funcionalidade bem legal do app é o localizador estilo "find my phone" que ele traz para encontrar o Tarah Pro, caso você o esqueça ou perca em algum lugar.

Microfone

O Tarah Pro tem um microfone mais-ou-menos, localizado nos controles, e não nos buds. Digo isso porque, mesmo em um escritório calmo, minha voz soou magrinha do outro lado e as pessoas percebem que você não está usando o celular para conversar. Fica uma voz encaixotada, abafada e sem definição, mas quebra o galho. Difícil vai ser você conseguir conversar com alguém durante uma ligação em meio a uma academia lotada de gente, com música alta e o escambau.

Preço e onde comprar

O Jaybird Tarah Pro está disponível no e-commerce por preços que variam de X a Y. Na Amazon, você o encontra a partir de R$ 940 (na data deste review). Já no site oficial da Logitech, revendedora da Jaybird aqui no Brasil, o fone sai a R$ 999,90 em até 10x ou a R$ 949,90 à vista, no boleto. O modelo vem nas cores preta e azul petróleo.

Specs

  • Tamanho do driver: 6 mm
  • Impedância: 16 Ohms
  • Sensibilidade: 103 +/- 2 dB em 1kHz
  • Codec: SBC
  • Áudio: 16-bit, stereo
  • Resposta de frequência: 20 Hz - 20 kHz
  • Tipo: in-ear
  • Microfone: omnidirecional MEMS

O que tem na caixa

  • Tarah Pro Wireless
  • Ponteiras com alça/barbatanas (tudo em silicone macio)
  • Dock de carga com cabo
  • Clipe de camiseta
  • Ajuste de comprimento do cabo
  • Bolsinha de transporte
Caixa e apetrechos do Tarah Pro (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Veredicto

O Tarah Pro melhorou bastante em relação ao Tarah "original", porém mais em construção, design e bateria do que propriamente em áudio. Apesar de soar melhor que seu irmão mais velho, não justificaria, por exemplo, um upgrade só por causa do áudio, e sim por conta da bateria. Também justificaria a compra no lugar do Tarah mais antigo — pois, além de áudio melhorado, há uma série de pontos que você deve considerar se quiser comprar um desses para levar para seus treinos: bateria mais durável (mais do dobro!), conectividade melhorada (menos latência), muito mais resistência, buds magnéticos que se fecham ao redor do pescoço quando você se cansar dos fones... Tudo isso, também, deve ser levado em conta junto com o preço. Afinal, estamos falando de centenas de reais a mais. Aí, a decisão de compra fica com você.

Mais uma vez a história se repete com os fones da Jaybird que testamos até aqui: são excelentes modelos para quem vai se exercitar, porque são bastante resistentes a quedas e suor, verdadeiros companheiros para quem não vive sem música e precisa dar um gás nos treinos. Mas em relação ao áudio, é necessário ter o app instalado no celular para você tirar todo o potencial que os fones são capazes de entregar. Ou seja: são fones muito versáteis e com excelente qualidade sonora, desde que usados junto com o aplicativo. SEMPRE.

E por falar em aplicativo, nem temo dizer que é a melhor parte do conjunto. A Jaybird caprichou bastante no sistema de seu app, que foi desenvolvido pensando não só na malhação, mas na exigência do usuário quanto ao som que está escutando. É incrível a gama de opções e o número de playlists que você pode usar com total liberdade, mesmo sem participar ativamente da comunidade de atletas. A melhor parte de tudo, sem dúvidas.

O Tarah Pro é ideal para quem malha, mas pode ser usado no escritório, no transporte público, nas caminhadas na rua, no supermercado, dentro de casa… é um fone muito legal e discreto. Apesar de ter latência reduzida, ainda tem latência… e assistir a vídeos ou jogar com ele pode ser ainda um pouco penoso, dependendo da conectividade Bluetooth do seu celular.

Para o design e ergonomia, nota 9. Para o áudio: sem o aplicativo, nota 5. Com o aplicativo, nota 8. E para a bateria, que convenhamos, recebeu um baita upgrade, nota 8.

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