Netshoes lança times de eSports para disputar em Free Fire e League of Legends

Por Felipe Demartini | Editado por Jones Oliveira | 24 de Maio de 2021 às 11h18
Divulgação/Netshoes Miners

A Netshoes anunciou nesta segunda-feira (24) a expansão de sua empreitada no mundo dos eSports, com o lançamento do Netshoes Miners, marca que abrigará novos times que disputarão torneios de Free Fire e League of Legends. Os novos esquadrões se unem à já existente NSE, equipe que tem presença importante no circuito de FIFA, e também a uma nova vertical do e-commerce, que ganhará uma seção dedicada apenas aos games.

O time iniciará suas atividades disputando duas das competições mais prestigiadas do cenário brasileiro, já atuando no próximo Split do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) e na Liga Brasileira de Free Fire (LBFF). Ao todo, o Netshoes Miners contará com 32 atletas entre os times dos três jogos, com a promessa de formações extremamente competitivas e desafiadoras aos maiores nomes do cenário nacional.

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O novo posicionamento surge da experiência que a NSE já acumulou nas competições de FIFA e da parceria com a E-Flix, empresa mineira que é responsável pela administração de equipes e atletas dos esportes eletrônicos. Pela organização, por exemplo, já passaram grandes nomes do cenário como Wendell Lira, atleta que trocou os gramados reais pelos virtuais, e Rafifa, um dos principais nomes da categoria.

“A NSE é a equipe mais tradicional das Américas e uma das mais queridas do mundo no FIFA. Agora, integraremos toda essa estrutura à nova Netshoes Miners, que une a estratégia de mercado [da varejista e do Magalu] e faz com que a gente, também, deixe de trabalhar nos bastidores”, aponta Marcelo Fadul, diretor-executivo do novo time. “Essas relações já existem há muito tempo e, agora, chegamos para sermos a cara dos eSports.”

Time de FIFA do Netshoes Miners passará a atuar ao lado das equipes de Free Fire e League of Legends, formadas a partir da experiência do Cruzeiro eSports e usando infraestrutura da E-Flix (Imagem: Divulgação/Netshoes Miners)

Além disso, a ideia também é colocar o histórico de empresas como Netshoes e Magazine Luiza em campo, trazendo mais prestígio aos times e o financiamento necessário para garantir a estrutura adequada para treinamento e concentração, essenciais para a obtenção de resultados melhores. A Umbro também faz parte dessa iniciativa e fechou um contrato de dois anos com o Miners, fornecendo material esportivo para todas as equipes que fazem parte da iniciativa.

As novas equipes surgem a partir do Cruzeiro eSports, que já figurou entre os sete melhores times de League of Legends do Brasil e foi top 3 entre as equipes de Free Fire. Todos os atletas que foram importantes para esses resultados permanecem no time, que também utilizará a estrutura atual para treinamento e desenvolvimento dos jogadores. Saem os direitos ao nome do time mineiro, mas permanece a experiência da E-Flix, que trilhou esse caminho até aqui.

Segundo Fadul, a equipe continuará usando a mesma estrutura para a realização de treinamentos e gerenciamento de talentos, em um centro que funciona em parceria com a WeWork, assim como as salas utilizadas para streaming de conteúdo e demais atividades de formação de marca. “Um movimento tão incorporado como esse costuma demorar, mas como nossa estrutura é muito redonda, conseguimos grande agilidade nessa mudança”, completa o diretor-executivo.

O diretor de marketing da Netshoes, Rafael Montalvão, dá mais ênfase a essa parceria, indicando como o caminho até aqui, com a NSE, levou à iniciativa ainda maior que é apresentada agora. “O alto crescimento no tráfego e no consumo de eSports durante a pandemia nos fez pensar em um planejamento diferente, [o que levou] à criação dos times e também à categoria no comércio eletrônico”, explica. Mais do que isso, a ideia é posicionar os eSports ao lado dos esportes convencionais, algo que o executivo enxerga como uma validação adicional à iniciativa.

Diversidade e presença

A ideia do Netshoes Miners é trazer mais gente para o mercado de esportes eletrônicos e isso não se aplica apenas a um posicionamento de marca, mas também à seleção dos nomes que compõem as equipes. “Queremos trazer uma menina para ser a primeira a disputar o campeonato mundial de FIFA”, afirma Fadul, que também indica a presença feminina e transexual nas equipes de Free Fire e League of Legends.

Além disso, como não pode faltar, estão sendo construídas parcerias com grandes eventos de games nacionais. Depois da pandemia, o Netshoes Miners firmará ainda mais sua presença em tais acontecimentos, pavimentando ainda mais o caminho para se sagrar como um dos principais times dos eSports nacionais. Aliás, a presença da marca ao lado de grandes nomes dos esportes eletrônicos é de grande importância para a Netshoes e representa mais do que, apenas, a colocação de seu nome em alguns dos principais campeonatos.

“Vamos além, apenas, do patrocínio a um time, estando presentes em todo o ecossistema do mercado”, aponta Montalvão. Junto com o lançamento dos times, a marca inaugura uma categoria de games em seu comércio eletrônico. Lá, além dos mantos dos Miners, estarão à venda produtos como consoles de videogame, notebooks, cadeiras gamers e outros acessórios para quem busca os melhores equipamentos para a competição.

“Sabemos que o público de eSports é exigente e deseja que a gente viva intensamente esse mundo”, explica o executivo. A paixão dos torcedores pela NSE já foi comprovada, afirma ele, e agora, a ideia é ir além, transformando os atletas da recém-formada Netshoes Miners em uma vitrine de estilo de vida, atuando em redes sociais e plataformas de streaming para levar o nome adiante e firmar ainda mais a marca, além dos bons resultados.

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