Croc acusa Rensga de pagar somente 60% do que foi prometido; organização nega

Croc acusa Rensga de pagar somente 60% do que foi prometido; organização nega

Por Igor Pontes | Editado por Bruna Penilhas | 16 de Setembro de 2021 às 09h59
Imagem: Bruno Alvares/Riot Games Brasil

Na noite da última quarta-feira (15), o jogador JongHoon “Croc” Park publicou no Twitter um relato em que ele alega que a Rensga BitPreço teria pago somente 60% do valor acordado do salário dele e de Cha “Yuri” Hee-min. Ele ainda comentou sobre outras situações problemáticas envolvendo a organização de eSports.

Na esquerda, JongHoon "Croc" ao lado de Cha "Yuri" Hee-min (Imagem: Bruno Alvares/Riot Games Brasil)

A publicação tem o título “Please be nice to import players”, ou “Por favor, sejam gentis com jogadores estrangeiros”. Em inglês, Croc fala que a Rensga teria pago aproximadamente 60% ou 70% do valor combinado para a contratação dele e do midlaner Yuri. O jogador também alega que ambos tiveram que pagar, do próprio bolso, o teste PCR para covid-19, e que ao seguir as orientações que foram dadas pela Rensga, teriam perdido o voo para a Coreia do Sul.

Ele ainda comenta que a Rensga estaria pedindo que eles pagassem cerca de R$ 5 mil cada para pegar o voo mais rápido para o país, ou R$ 2 mil para um segundo voo. E que caso eles não pagassem a passagem, ficariam no Brasil por mais um mês. Porém, de acordo com Croc, os outros jogadores da organização já estariam em seus respectivos lares, e por isso ambos ficariam sozinhos na Gaming House da Rensga, em Goiânia.

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O Caso na mesma hora explodiu nas redes sociais, e o CEO da Rensga BitPreço, Djary “Dejaras” Veiga publicou em suas redes que "Croc estaria muito chateado de ter perdido o voo e por isso teria publicado coisas que não eram verdades".


A Rensga chegou também a publicar um comunicado, em que cita que o jogador, ao perder o voo para a Coréia do Sul, teria "perdido o controle" e teria sido contido no aeroporto.

Um tempo após a publicação da organização, JongHoon fez mais uma publicação em suas redes sociais sobre o fato de “não estar mentindo”.


Essa não é a primeira polêmica que envolve jogadores coreanos no Brasil. Em 2020, os jogadores Choi “BalKhan” Hyun-jin e Im “Patrick” Jin-hyeok denunciaram a Redemption POA por atraso de pagamentos, e que totalizava em cerca de R$ 65 mil. O caçador BalKhan anunciou a aposentadoria logo depois do caso.

A Rensga BitPreço foi vice-campeã da segunda etapa do CBLOL 2021, perdendo para a RED Canids Kalunga por 3x1.

Atualização: Em conversa com o Globo Esporte, a Rensga mostrou os contratos e pagamentos de Croc e Yuri, além de uma explicação sobre a quantia que os jogadores supostamente não teriam recebido. Djary Veiga, CEO da organização, mostrou os contratos dos jogadores, que receberiam R$ 10 mil de salário e 70% da premiação obtida caso o time vencesse o CBLOL e se classificasse para o Worlds 2021. Ainda de acordo com a reportagem, o único entrave em pagamento foi no caso de Yuri, que havia sido multado pela Riot em R$ 5 mil devido comportamento tóxico em partidas ranqueadas. 

Sobre a divergência que Croc apontava em sua postagem, a Rensga mostrou que, na verdade, se tratava de uma negociação com a Nimo TV, plataforma de streaming. A organização teria mencionado a possibilidade de incluir o valor no contrato como um "bônus" ao valor salarial oferecido. Mas, de acordo com o jogador, a Rensga teria usado esse contrato com a Nimo para "persuadir" os atletas. De acordo com Croc, a Rensga só o atualizou sobre a situação com a Nimo no fim da etapa regular do CBLOL 2021, após quase três meses do jogador no país. 

A Rensga reforçou ao GE que o contrato com a Nimo TV seria uma possibilidade além do contrato com a organização e que os atualizaram assim que o contrato não havia sido fechado e as conversas se encerraram. Outro ponto que Croc havia levantado, era de que, apesar de terem seguido as orientações do time goiano, eles não teriam conseguido embarcar no voo para a Coreia do Sul.

A organização disse que seguiu a programação que havia sido combinada, mas o embarque não foi permitido pela companhia aérea. O time goiano afirma que uma política que a organização não conhecia teria impedido os jogadores e outros 15 passageiros de embarcar no avião. Djary também confirmou que as passagens para o país custavam R$ 5 mil ou R$ 2mil. 

De acordo ainda com o GE, o valor era alto demais para a organização pagar. Por isso, a organização ofereceu a estrutura da Gaming House para os jogadores esperarem até a próxima semana e conseguirem novas passagens. Porém, de acordo com Croc, a Rensga havia pedido que ele e Yuri ficassem no Brasil até o próximo mês, enquanto o time alega que haveria oferecido o dia 21 como data, mas Croc havia insistido em voltar nesta sexta-feira (17). 

Por fim, a reportagem diz que a situação ainda está sendo resolvida entre as partes e que Yuri e Croc estão negociando com a Rensga o retorno de ambos para a Coreia do Sul. 

Fonte:  Globo Esporte

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