WFIRST | NASA consegue aprovação para desenvolver novo telescópio espacial

Por Daniele Cavalcante | 04 de Março de 2020 às 20h40
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A NASA anunciou a aprovação de uma de suas próximas missões. O observatório espacial WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope), que estava sob ameaça constante de ser cancelado por falta de apoio no Governo, recebeu permissão para a próxima fase de desenvolvimento.

Foi um longo caminho cheio de desafios para o WFIRST. Propostas de orçamento para o ano fiscal de 2019 e 2020 já excluíam o projeto das planilhas, em parte por causa dos atrasos de outro grande telescópio espacial, o James Webb (que seria lançado em março de 2021, mas a data deve ser adiada mais uma vez). Uma proposta de orçamento da Casa Branca para a NASA previa um aumento de 12% para o ano fiscal de 2021, mas o valor deveria ser aplicado em projetos focados nas missões que levarão novos astronautas à Lua em 2024 e na exploração de Marte na década de 2030. Isso deixaria uma série de programas na gaveta, incluindo o WFIRST.

No entanto, apesar de tudo, a agência espacial anunciou que o projeto passou por uma revisão conhecida como Key Decision Point C. Isso significa que os planos de desenvolvimento da missão foram aprovados e agora o WFIRST passará para a fase de produção e testes de hardware.

(Imagem: NASA/Goddard Space Flight Center)

Esse também é o ponto em que a NASA estabelece um compromisso de custo e cronograma para a missão. De acordo com a agência, o WFIRST custará US$ 3,2 bilhões até o momento do lançamento, um limite de custo que já havia sido estabelecido. Considerando os cinco anos de operações científicas e outras demonstrações de tecnologia, o custo aumenta para US$ 3,934 bilhões.

Os cientistas lutaram bastante para manter o WFIRST como um projeto em andamento, argumentando a posição dele como a maior missão de astrofísica no ranking de uma pesquisa que acontece a cada dez anos. Além disso, citam a capacidade do WFIRST de realizar pesquisas sobre diversos temas, que vão da energia escura até os exoplanetas. Ele dará a mais profunda imagem do universo desde o Hubble, ampliando ainda mais a busca por vida fora da Terra e o estudo sobre a energia escura — a força invisível e misteriosa que pode estar por trás da crescente expansão do universo.

De acordo com um estudo recente, esse "brinquedinho" será capaz de encontrar até 1.400 novos exoplanetas. Podemos imaginá-lo como uma frota de 100 telescópios espaciais Hubble a um milhão de quilômetros da Terra, explorando o universo em alta velocidade — essa comparação diz respeito à capacidade e velocidade de vasculhar o céu, e não ao tamanho do telescópio.

Esta imagem simulada de uma parte da galáxia de Andrômeda destaca a alta resolução e o amplo campo de visão que o WFIRST terá em suas observações. Ela abrange mais de 50 milhões de estrelas individuais e cobre uma faixa de aproximadamente 34.000 anos-luz (Imagem: NASA/STScI/B.F. Williams)

Só para se ter uma ideia, o WFIRST poderá capturar, em uma única foto, o equivalente a 100 imagens de alta resolução do Hubble. Ele também será capaz de cobrir grandes áreas do céu mil vezes mais rapidamente. Elisa Quintana, vice-cientista de projetos do WFIRST, espera que ele possa, finalmente, nos responder perguntas como: “Quão comuns são planetas como os do nosso sistema solar? Como as galáxias se formam, evoluem e interagem? Como - e por que - a taxa de expansão do universo mudou ao longo do tempo?”

Ainda não há data definida para seu lançamento, mas Felicia Chou, porta-voz da NASA, disse que a revisão do Key Decision Point C aponta que o WFIRST estaria pronto para ir ao espaço "até 2026".

Fonte: NASA

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