Vídeo registra satélite Starlink queimando como meteoro no céu de São Paulo

Por Danielle Cassita | 14 de Setembro de 2020 às 16h15
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Um objeto curioso cruzou os céus de São Paulo na semana passada, e houve quem pensasse que era um meteoro, mas, na verdade, tratava-se apenas um satélite do projeto Starlink, da SpaceX, reentrando na atmosfera da Terra. Na sexta-feira (11), câmeras da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) registraram a reentrada do satélite Starlink-32, que queimou no céu por volta das 23h.

De acordo com informações da instituição, imagens foram gravadas em estações localizadas em Nhandeara, em São Paulo. Ainda, câmeras em Monte Azul também registraram a reentrada do satélite, e foi possível gravar seu deslocamento até Lins, também em São Paulo. O satélite se fragmentou, e seus detritos seguiram em direção ao Mato Grosso do Sul. Confira o vídeo da Bramon sobre a reentrada:

Além do Starlink-32, outros satélites do projeto já saíram de órbita, como o Starlink-33, Starlink-34 e outros. Até o momento, há 25 satélites do projeto desorbitados. Além disso, a reentrada do satélite já era esperada — tanto que havia sido prevista por Joseph Remis, especialista em cálculos de reentradas. Ele estimou que o satélite voltaria para casa por volta das 22:34, com margem de erro de uma hora.

E pode ficar tranquilo: os satélites Starlink pesam pouco mais que 200 kg e são formados basicamente por uma estrutura metálica fina que abriga e protege os instrumentos, junto de painéis solares. Assim, a estrutura do Starlink-32 é tão frágil que é bastante possível que grande parte dela tenha sido completamente destruída ao reentrar na atmosfera do nosso planeta. Os únicos componentes que poderiam ter resistido seriam os propulsores iônicos, que são feitos de materiais um pouco mais resistentes. Mesmo assim, eles são pequenos e inofensivos para nós, então sua queda não causaria estragos.

Hoje, o projeto Starlink já conta com cerca de 700 mini satélites em órbita, mas a ideia é chegar aos 12 mil. O objetivo ambicioso da futura constelação de satélites é fornecer uma rede global de internet a todo o mundo, mesmo em locais mais remotos.

Fonte: Bramon

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