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Vídeo mostra impressionante viagem da Terra até o 1º buraco negro fotografado

Por| Editado por Patricia Gnipper | 25 de Março de 2021 às 16h40

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O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou um vídeo que nos leva a uma viagem fantástica, saindo da Terra e indo diretamente para o coração da Messier 87 (M87) — a galáxia elíptica que abriga, em seu centro, o primeiro buraco negro fotografado diretamente. Ainda nesta semana, o buraco negro supermassivo em questão teve uma atualização em sua foto: agora com as marcas do seu campo magnético.

A M87 está localizada na constelação de Virgem, a uma distância aproximada de 53 milhões de anos-luz — mesmo se viajássemos com a mesma velocidade da luz, cerca de 300 km/s, levaríamos 53 milhões de anos para alcançar a galáxia. Ainda bem que a tecnologia nos proporciona outros meios de viajarmos pelo espaço (e sem sair do lugar). O vídeo da vez é um belo vislumbre do quanto a astronomia já explorou desta imensidão que é o universo, e encurta todo tempo e espaço entre a Terra e o centro da galáxia — em menos de um minuto.

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O ponto de partida é o Observatório ALMA, localizado no Chile. Antes de iniciar a viagem, as constelações de Virgem e de Leão são assinaladas no céu — a M87 fica mais ou menos entre estas constelações, só que mais próxima à de Virgem. E então mergulhamos na escuridão do céu noturno repleto de estrelas, até que o núcleo da galáxia aparece à vista, tornando-se cada vez maior. Ao final, a famosa imagem do buraco negro supermassivo localizado no núcleo da M87 e, agora, com seu campo magnético.

Tecnicamente falando, não é a imagem do buraco negro em si; afinal, luz alguma escapa de sua esmagadora atração gravitacional. O que vemos é a sua sombra e o disco de acreção ao seu redor — este, sim, que emite luz, capturada neste registro histórico para a humanidade.

De todo modo, é mais uma façanha que os avanços tecnológicos e da astronomia nos proporcionam. Estudos como este são fundamentais para entender como os campos magnéticos se comportam ao redor de buracos negros e como esta atividade em uma região muito compacta pode criar jatos tão poderosos que se estendem para além da galáxia.

Fonte: Futurism