Veja a Chang'e-5 pousando na Lua e coletando amostras nestes vídeos

Por Daniele Cavalcante | 02 de Dezembro de 2020 às 18h50
CNSA

A China não transmitiu o pouso lunar da Chang’e-5 ao vivo, mas compartilhou vídeos espetaculares de sua nave em nosso satélite natural. No primeiro, acompanhamos o módulo de alunissagem (nome que se dá ao pouso na Lua, no lugar de “aterrissagem”) se aproximando do solo até o pouso suave, enquanto o segundo mostra o braço robótico já iniciando o processo de coleta das amostras.

O vídeo do pouso foi acelerado, pois a manobra é um pouco longa. As imagens foram capturadas por uma câmera acoplada embaixo do módulo e nos revelam o vasto local conhecido como Oceanus Procellarum (Oceano das Tormentas). É fascinante observar as incontáveis crateras vistas a distância e muitas outras aparecendo à medida que a nave se aproxima.

Como o pouso ocorreu a cerca de 384.400 km de distância da Terra, os sinais levam cerca de 2,51 segundos para viajar da sala de controle da missão até a nave. Por isso, o processo precisou ser automatizado, com a ajuda de um altímetro de raios gama que permitiu à Chang’e-5 medir a distância entre ela e a superfície. Também houve sistemas ópticos e laser para detectar perigos, permitindo que o módulo pousasse em muita segurança.

Já a segunda filmagem mostra o braço de coleta de amostras perfurando a superfície da Lua para coletar as amostras. A missão Chang'e 5 deve durar cerca de 23 dias ao todo e, se tudo correr como o planejado, a nave trará à Terra cerca de 2 kg de amostras.

A China também compartilhou uma imagem panorâmica nesta quarta-feira (2), revelando o local à frente do módulo de pouso. No horizonte, podemos ver algumas elevações semelhantes a dunas, enquanto a superfície próxima da nave apresenta algumas crateras e várias rochas soltas, bem perto do pé do módulo.

(Imagem: Reprodução/CNSA/CLEP)

Todas as amostras coletadas serão armazenadas em uma cápsula no módulo de ascensão, que voará de cima do módulo de pouso rumo à órbita, onde se encontrará com o módulo orbital. Então, a viagem de volta à Terra começará. Quando chegar perto do planeta, a amostra será transferida para uma quarta espaçonave montada neste complexo modular, que fará a reentrada na atmosfera terrestre, por volta do dia 16 ou 17 de dezembro.

Fonte: Space.com (1, 2)

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