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Uma das crateras mais antigas da Lua pode ter se formado há 4,2 bilhões de anos

Por| Editado por Patricia Gnipper | 15 de Junho de 2021 às 11h40

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viledevil/Envato
viledevil/Envato

Uma equipe internacional de pesquisadores, de diversas instituições, analisou amostras lunares obtidas durante a missão Apollo 17. Eles focaram o estudo nos minerais, que guardavam informações importantes sobre a presença de água e idade radiogênica, e tiveram uma surpresa: a Bacia Serenitatis, uma das crateras mais antigas da Lua, pode ter se formado há 4,2 bilhões de anos, o que indica que a formação ocorreu 300 milhões de anos antes do que se pensava.

As bacias e crateras lunares foram formadas por colisões, que ocorreram nos primeiros 500 milhões de anos após a formação do Sistema Solar. Essas formações fascinam os cientistas desde as primeiras observações da Lua e, inicialmente, pensava-se que a Bacia Serenitatis era uma das maiores e mais antigas crateras em nosso satélite natural. Assim, para a determinação da idade exata das crateras, os astronautas das missões do programa Apollo coletaram amostras de rochas, que já passaram por diversas análises.

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Estudos anteriores já indicaram que a maior parte das amostras coletadas durante a missão Apollo 17, focada em materiais relacionados a Serenitatis, foram provavelmente criadas por um impacto bem mais jovem e associado à formação da Bacia Imbrium — tanto que a ejeção de material foi dispersada pelo lado lunar próximo, e isso acabou dificultando a determinação da idade verdadeira da Bacia Serenitatis. Por isso, os cientistas consideraram que tivesse no máximo 3,9 bilhões de anos.

Agora, ao analisar as amostras da última missão do programa Apollo, a equipe conseguiu produzir uma “linha do tempo” mais clara da bacia, que sugere que ela foi criada, na verdade, há 4,2 bilhões de anos, o que indica uma diferença de 300 milhões de anos mais cedo em relação à idade previamente determinada. “Analisamos essa amostra fascinante por um longo período, e tentamos desembaraçar as idades radiogênicas complexas”, disse a Dr. Ana Cernok, principal autora do estudo.

As análises foram focadas em minerais com fosfato, que guardam informações importantes sobre a presença de água e indicações de idade radiogênicas. Para o Dr. Lee White, co-autor, “o novo estudo destaca a importância de uma curadoria cuidadosa de amostras e a análise repetida de amostras bem caracterizadas, com as técnicas e métodos analíticos mais recentes”. O estudo mostra também o grande potencial de estudo de materiais na escala dos nanômetros, que pode ter papel de destaque para missões de retorno de amostras, como é o caso daquelas obtidas do asteroide Bennu no ano passado e, futuramente, de Marte.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

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Fonte: Open University, Moon Daily