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Tempestades solares devem chegar à Terra em março. Há algum perigo?

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  |  • 

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NASA
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Tempestades solares classificadas como leves e moderadas devem ocorrer entre os dias 14 e 15 de março. O alerta dos fenômenos foi divulgado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) e pelo British Met Office. Segundo as instituições, as tempestades podem causar alguns efeitos na Terra, como um aumento na ocorrência de auroras em determinadas latitudes do planeta.

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Geralmente, as tempestades destes níveis não são motivo para grandes preocupações, mas elas podem, de fato, afetar sinais de rádio de alta frequência a altas latitudes, e talvez seja necessário corrigir a altitude de alguns satélites. “Há chances de aumentos de auroras entre os dias 13 e 14 de março, como resultado dos fluxos de duas ejeções de massa coronal (CME) e um buraco coronal chegando à Terra em alta velocidade”, explicou o British Met Office, em um comunicado.

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As previsões do índice Kp, que descrevem as perturbações do campo magnético terrestre causadas pelo vento solar, mostram que as perturbações devem alcançar os níveis 6 e 5 entre esta segunda (14) e terça-feira (15), respectivamente. O índice tem dez níveis, e a classificação dos fenômenos sugere fortes chances de auroras brilhantes e coloridas no céu — principalmente a 55º de latitude, em cada um dos polos do planeta.

Quando a atividade solar fica mais ativa, é comum que ocorram tempestades solares. Como resultado, as ejeções de massa coronal (formadas pelo plasma expelido da atmosfera mais externa do Sol) e o fluxo de partículas dos ventos solares emitidos por nossa estrela causam perturbações no campo magnético e na atmosfera superior da Terra. Por isso, quando uma CME ocorre em direção ao nosso planeta, a colisão das partículas dela com o campo magnético terrestre causa tempestades geomagnéticas, também chamadas de tempestades solares.

Nos últimos tempos, nosso astro tem ficado cada vez mais ativo. O Sol passa por ciclos de 11 anos, marcados por momentos de maior e menor atividade — essas variações são conhecidas como máximo e mínimo solar, respectivamente. O mínimo solar mais recente ocorreu em 2019, o que significa que estamos a caminho do máximo solar, marcado por maior atividade do campo magnético do nosso astro. A expectativa é que o máximo solar ocorra por volta de julho de 2025.