Sub-Netuno de curtíssimo período orbital é confirmado ao redor de anã vermelha

Sub-Netuno de curtíssimo período orbital é confirmado ao redor de anã vermelha

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 30 de Março de 2021 às 17h10
Sci-News.com

Através de dados obtidos com o Transiting Exoplanet Survey (TESS), da NASA, e do espectrógrafo HAROS-N, localizado no Telescopio Nazionale Galileo (TNG), astrônomos confirmam a existência do exoplaneta com curto período orbital. O planeta foi classificado como um sub-Netuno e gira ao redor de uma estrela anã do tipo M2, que é uma anã vermelha.

Desde o início de seus trabalhos científicos, em 2018, o TESS descobriu um grande número de exoplanetas através do método do trânsito, quando um planeta, ao passar em frente à sua estrela hospedeira, faz com que seu brilho oscile aos "olhos" de nossos telescópios. Entre estas descobertas, há muito planetas com períodos orbitais extremamente curtos, como é o caso de três que orbitam estrelas anãs: TOI-1235b, TOI-776b e TOI- 1685b.

O sub-Netuno da vez, nomeado como TOI-1634b, tem cerca de 1,8 vez o raio da Terra e massa estimada em 4,8 vezes a do nosso planeta. Seu período orbital é ainda mais surpreendente: ele completa uma volta ao redor de sua estrela a cada 1 dia terrestre e está localizado a aproximadamente 0,015 Unidades Astronômicas (UA) da estrela anã M2 TOI-1634. O sistema está localizado a 115 anos-luz de distância, na constelação de Perseus.

Concepção artística do exoplaneta TOI-1634b, classidicado como um sub-Netuno (Imagem: Reprodução/Sci-News)

As análises indicam que a composição química do exoplaneta não se encaixa com os atuais modelos que explicam a perda de massa em planetas recém-formados — onde a atmosfera seria varrida pelos ventos solares da estrela hospedeira. Novas observações espectroscópicas serão necessárias para avaliar se as características físicas e químicas do TOI-1634b.

O principal autor do artigo espera que, com o Telescópio Espacial James Webb, a ser lançado no final deste ano, a composição atmosférica do exoplaneta possa ser decifrada com entre duas ou cinco observações de seu trânsito à frente a sua estrela mãe. O artigo foi publicado no periódico científico da Cornell University.

Fonte: Sci-News

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