SpaceX abre Starlink beta a mais usuários nos países em que a rede já funciona

Por Danielle Cassita | 10 de Fevereiro de 2021 às 14h00
Reprodução/SpaceX
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Nesta semana, a SpaceX liberou uma oferta para o público realizar pedidos antecipados dos serviços de internet Starlink. A novidade acontece durante a expansão dos testes beta para uma quantidade limitada de usuários, de modo que os interessados que estiverem nas áreas de cobertura podem pagar uma taxa de U$ 99 para fazer o pedido de usar a rede, que até então estava restrita apenas a convidados.

Os interessados precisaram acessar o site do projeto Starlink e inserir um e-mail e endereço de serviço; depois, o sistema exibe uma mensagem sobre os prazos relacionados à cobertura da internet na região do usuário, que pode ser fornecida entre 2021 e 2022 de acordo com a localidade. A taxa, que é reembolsável, deve ser paga além dos U$ 499 dos custos gerais do kit, que incluem a antena, um roteador Wi-Fi, uma fonte de energia e um tripé, além do valor mensal do serviço.

O kit que os usuários recebem para utilizar o serviço (Imagem: Reprodução/SpaceX)

A empresa estabeleceu limites para a quantidade de pessoas que pode se cadastrar em cada área, decisão que foi tomada possivelmente para garantir que a rede de internet terá capacidade suficiente para todos os clientes nesta fase. A oferta surgiu no momento em que a SpaceX alcançou um total de aproximadamente 10 mil usuários convidados na fase beta, iniciada em 2020 nos Estados Unidos e Canadá.

Contudo, uma mensagem no site informa que o depósito não necessariamente garante que o kit Starlink e os serviços de internet serão fornecidos, porque a ideia é, na verdade, fazer uma reserva para que possíveis clientes tenham prioridade quando os satélites ficarem disponíveis na região — uma estratégia parecida com a dos carros Tesla, na qual os interessados podem fazer pedidos antecipados dos carros, mesmo sem estarem totalmente liberados.

Hoje, a empresa tem aprovação regulatória para operar o serviço em regiões dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, e pretende expandir o serviço para o mundo todo aos poucos. Por enquanto, os usuários podem perceber variações de 50 Mbps a 150 Mbps na velocidade da internet, além de possíveis oscilações de latência e períodos sem conexão. Então, conforme o serviço for disponibilizado para mais pessoas, é esperado que a conexão fique mais rápida e mais estável. Com mais de mil satélites lançados à órbita baixa da Terra, a ideia é que a receita gerada pelos satélites Starlink seja direcionada para o desenvolvimento do foguete reutilizável Starship.

Fonte: The Verge, Ars Techinica

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