Rover chinês Yutu-2 registra suas "pegadas" no lado mais afastado da Lua

Rover chinês Yutu-2 registra suas "pegadas" no lado mais afastado da Lua

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 08 de Março de 2022 às 16h43
CNSA/CLEP

Após três anos investigando o lado mais afastado da Lua, o rover Yutu-2 registrou uma imagem impressionante que revela sua trajetória pela superfície lunar. Na imagem também é possível observar seu companheiro de missão, o módulo de pouso Chang’e-4, mais ao longe.

As imagens foram divulgadas no final do mês passado e oferecem uma boa perspectiva do caminho “torto” percorrido pelo Yutu-2, enquanto explora o lado da Lua fora do campo de visão da Terra. O rover pousou no satélite natural em janeiro de 2019, a bordo do Chang’e-4.

Enquanto as marcas do Yutu-2 aparecem no centro da imagem, o Chang’e-4 aparece como um potinho à esquerda, na borda da cratera (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)

O rover Yutu-2 é movido a energia solar e pesa aproximadamente 140 kg. Desde que pousou na superfície lunar, ele já percorreu 1.029 metros explorando a cratera Von Káraman, de acordo com dados do Lunar Exploration Ground Application System, da China.

Recentemente, o rover visitou a borda da cratera para analisar um objeto intrigante em formato retangular, mas a análise revelou que o objeto não passava de uma rocha lunar. Na nova imagem, é possível observar a trilha do rover e seu companheiro de aterrissagem ao longe, à esquerda.

Observado da órbita lunar

Enquanto o rover explora a Lua, a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA acompanha da órbita todo seu percurso. Em 2020, o geocientista Mark Robinson, principal investigador das imagens da LRO, compartilhou um time-lapse ilustrando o percurso do Yutu-2.

A animação mostra o desenvolvimento do rover Yutu-2 sobre a superfície da Lua (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)

Tanto o Yutu-2 quanto o Chang’e-4 carregam quatro cargas científicas para pesquisas na Lua. O rover foi projetado para trabalhar durante apenas três meses e o módulo de pouso, um ano. Entretanto, os dois continuaram a realizar a missão nessa região lunar oculta da Terra.

Eles trabalham durante duas semanas terrestres enquanto o Sol brilha no lado mais afastado da Lua. Depois, nas duas semanas seguintes, quando a noite lunar se estabelece, eles se desligam para poderem "sobreviver" ao frio da longa escuridão. A missão está em seu 40º dia lunar, que deve terminar nesta quarta-feira (9).

Fonte: Via Space.com

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