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Rastros elétricos de colisões podem revelar lixos espaciais minúsculos

Por| Editado por Patricia Gnipper | 08 de Dezembro de 2023 às 16h03

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ESA/ID&Sense/ONiRiXEL
ESA/ID&Sense/ONiRiXEL

As colisões entre pedaços de lixo espacial emitem sinais que podem ser detectados em solo, revelando os menores detritos em órbita. A descoberta vem de um estudo de pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e pode ajudar cientistas a identificarem fragmentos que passariam despercebidos por radares e telescópios.

Quando pedaços de lixo espacial colidem, eles formam fragmentos ainda menores que são eletricamente carregados; ao se aproximarem, estes fragmentos liberam faíscas que podem ser identificadas. O efeito é semelhante à estática gerada ao esfregar um balão no cabelo de uma pessoa.

Através de simulações, eles descobriram que a colisão de dois objetos a velocidades orbitais geram explosões elétricas que podem ser identificadas por radiotelescópios. Claro, os autores observam que os sinais são bem fracos e têm curta duração, mas acreditam que o método pode ajudar a monitorar pedaços pequenos de lixo espacial ao redor da Terra.

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Nilton Renno, professor da universidade e investigador principal do estudo, explica que “quanto menores os objetos, mais difícil é conseguir luz solar ou sinais de radar fortes o suficiente para detectá-los do solo”.

Por isso, eles ressaltam que o sinal emitido pelos fragmentos eletricamente carregados depende do material do qual o lixo especial é feito e da velocidade da colisão. Isso significa que os sinais mais fracos podem ser ofuscados pelo ruído das antenas de detecção, e alguns podem nem ter força para atravessar a atmosfera da Terra.

Mesmo assim, a equipe acredita que o método pode contribuir para a detecção de pedaços de lixo espacial medindo apenas 1 mm. Segundo estimativas da Agência Espacial Europeia, há cerca de um milhão de fragmentos com extensão de 1 a 10 cm na órbita da Terra, enquanto há 130 milhões de pedacinhos medindo menos de 1 cm de extensão.

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Fonte: Second International Orbital Debris Conference; Via: University of Michigan