Polo norte da lua joviana Ganimedes é fotografado pela sonda Juno pela 1ª vez

Por Danielle Cassita | 24 de Julho de 2020 às 12h17
NASA/JPL-Caltech/SwRI/ASI/INAF/JIRAM

Enquanto segue explorando Júpiter de pertinho, a sonda Juno, da NASA, realizou um sobrevoo perto do polo norte da lua Ganimedes, que é o maior satélite natural do Sistema Solar. Assim, a sonda captou as primeiras imagens do polo norte congelado de Ganimedes com o instrumento Jovian Infrared Auroral Mapper (JIRAM), que realizou também o primeiro mapeamento infravermelho da fronteira norte da lua.

Como a equipe da missão sabia que o topo de Ganimedes estaria visível para a sonda durante aquele sobrevoo, eles a programaram para que o JIRAM e outros instrumentos observassem a superfície da lua. Assim, quando a sonda Juno mais próxima dela, o JIRAM foi capaz de coletar 300 imagens em infravermelho de sua superfície com a impressionante resolução de 23 km por pixel.

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Mapeamento em infravermelho do polo norte de Ganimedes (Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/ASI/INAF/JIRAM)

Com sua crosta congelada, a lua Ganimedes guarda pistas que serão essenciais para os pesquisadores entenderem como ocorreu a evolução das 79 das luas de Júpiter. Além disso, Ganimedes é também a única lua no Sistema Solar que conta com um intenso campo magnético. Entretanto, como não possui atmosfera, a superfície dos polos desta lua é constantemente atingida por partículas de plasma que vêm da magnetosfera gigante de Júpiter.

Este processo causa alguns efeitos, como explica Alessandro Mura, co-investigador da Juno no Instituto Nacional de Astrofísica de Roma. Para ele, os dados obtidos com o JIRAM mostram que o gelo presente no polo norte de Ganimedes sofreu alterações devido à precipitação de plasma. “Trata-se de um fenômeno sobre o qual estamos aprendendo pela primeira vez com a Juno, porque pudemos ver o polo norte por inteiro”, comenta ele.

No centro da imagem, está o polo norte de Ganimedes (Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/ASI/INAF/JIRAM)

Para Giuseppe Sindoni, gerente de programa do instrumento JIRAM para a Italian Space Agency, o potencial da sonda é claro: “estes dados mostram a grande ciência que a Juno é capaz de fazer quando observa as luas de Júpiter”. Claro que ainda há muito a ser descoberto, mas as novidades encontradas pela Juno agora serão de grande importância para futuras missões por lá.

Fonte: NASA

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