Descobertas doze novas luas que orbitam Júpiter

Por Patrícia Gnipper | 17 de Julho de 2018 às 20h25
photo_camera NASA

Sabemos que não temos ciência de tudo o que existe em nosso Sistema Solar, e eventualmente novas descobertas são feitas deixando este fato ainda mais claro. É o caso das doze novas luas de Júpiter que acabam de ser encontradas. Com isso, a quantidade de satélites naturais do gigante gasoso acaba de subir para 79, sendo este o planeta com o maior número de luas no Sistema Solar.

A descoberta foi feita por uma equipe de astrônomos liderada por Scott S. Sheppard, da Carnegie Institution for Science. Enquanto procuravam por objetos muito distantes de nosso sistema, a equipe acabou avistando as luas em 2017, mas somente agora puderam bater o martelo de que se tratam de luas propriamente ditas.

“Júpiter estava no céu perto dos campos de busca, onde estávamos procurando por objetos extremamente distantes do Sistema Solar, e por isso fomos esperançosamente capazes de procurar por novas luas ao redor de Júpiter, enquanto, ao mesmo tempo, procurávamos planetas nas margens do nosso Sistema", disse Sheppard, em referência às suas buscas pelo Planeta X.

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Então, Gareth Williams, da União Astronômica Internacional, usou as observações da equipe para calcular as órbitas das novas luas. Todo o processo levou um ano, pois, de acordo com Williams, "é preciso fazer várias observações para confirmar que um objeto realmente orbita em torno de Júpiter".

Das doze luas, nove orbitam o planeta em uma direção retrógrada, levando cerca de dois anos para completar uma órbita ao redor do gigante gasoso. Outras duas fazem parte do grupo interno de luas, que ficam mais próximas e orbitam na mesma direção da rotação do planeta, levando pouco menos de um ano para completar uma órbita.

Já a última lua, apelidada de "Valetudo", é a que tem chamado mais atenção: é que "ela é verdadeiramente excêntrica e tem uma órbita como nenhuma outra lua joviana conhecida", nas palavras de Sheppard. Este satélite natural também tem uma órbita diferente de todas as outras luas de Júpiter das quais temos conhecimento. Ainda, ela "é a menor lua conhecida de Júpiter, com menos de um quilôMetro de diâMetro", explica o especialista.

A órbita dessa lua "diferentona" leva cerca de um ano e meio para ser completada e, ao contrário do grupo de luas mais próximo, esta tem uma órbita que atravessa as luas retrógradas exteriores. O resultado disso são colisões frontais muito mais prováveis de acontecer. "Colisões frontais rapidamente se quebram e trituram os objetos até que reste somente pó", disse Sheppard.

A equipe acredita que a tal lua excêntrica pode ser remanescente de uma outra lua, que se desmembrou como resultado de colisões passadas. Agora, os cientistas pretendem estudar a história orbital desta lua, junto às demais recentemente descobertas, a fim de entender ainda melhor como foram os primeiros anos de formação do Sistema Solar.

Fonte: Carnegie

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