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Foto mostra nascimento de planetas gigantes parecidos com Júpiter

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  |  • 

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ESO/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/Weber et al.
ESO/ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/Weber et al.

Novas pistas sobre o processo de formação de planetas tão massivos quanto Júpiter podem ter sido encontradas. Através de dados dos telescópios Very Large Telescope (VLT) e Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), do Observatório Europeu do Sul, astrônomos encontraram agrupamentos de poeira próximos de uma estrela, que podem formar planetas gigantes.

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Os fragmentos foram encontrados ao redor de V960 Mon, uma estrela jovem a mais de cinco mil anos-luz de nós em direção à constelação Monoceros, o Unicórnio. Ela chamou a atenção dos astrônomos em 2014, ano em que seu brilho aumentou mais de 20 vezes.

Observações revelaram que o aumento de luminosidade foi causado pelo material na órbita da estrela, que estava se acumulando em braços espirais maiores que o Sistema Solar. Mas, afinal, o que isso nos diz sobre a formação planetária? Bem, os astrônomos acreditam que os planetas gigantes podem se formar por meio de dois métodos principais.

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Um deles é a acreção do núcleo, que ocorre quando grãos de poeira se unem. Outra possibilidade é a instabilidade gravitacional, que acontece quando grandes pedaços de material ao redor de uma estrela se contraem e colapsam. Evidências do primeiro cenário já foram encontradas, mas as do segundo eram escassas — até agora.

Como o ALMA é capaz de revelar os detalhes internos da poeira, eles descobriram que os braços espirais estão sofrendo fragmentação. Portanto, estas estruturas estão formando agrupamentos de matéria com massas que correspondem àquelas dos planetas.

“Nosso grupo está procurando sinais de como os planetas se formam há mais de dez anos, e não poderíamos estar mais maravilhados com esta descoberta”, comemorou o coautor Sebastián Pérez. Os autores planejam usar outros instrumentos para descobrir novos detalhes do sistema planetário.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.