Pico da chuva de meteoros Oriônidas acontece nesta semana; saiba como observar

Pico da chuva de meteoros Oriônidas acontece nesta semana; saiba como observar

Por Daniele Cavalcante | Editado por Patrícia Gnipper | 20 de Outubro de 2021 às 15h14
Phil Hart/Creative Commons

Entre os dias 15 e 29 de outubro, nosso planeta passa pela nuvem de detritos deixada pelo cometa Halley, o que resulta em uma das mais aguardadas chuvas de meteoros do ano: a Oriônidas (ou Orionídeas, se preferir). O melhor momento para observar o espetáculo luminoso será na madrugada desta quarta (20) para quinta-feira (21), quando haverá a maior quantidade de meteoros.

Os Oriônidas estão entre os meteoros mais rápidos, atingindo uma velocidade de 66 km/s ao riscar o horizonte celeste. Por isso eles tendem a deixar rastros luminosos longos e persistentes, que podemos apreciar no céu por alguns segundos. Além disso, a taxa é relativamente alta, com cerca de 20 meteoros por hora, mas, em 2006 e 2009, essa chuva produziu mais de 60 meteoros por hora. Talvez a imprevisibilidade seja uma das coisas mais interessantes ao observar uma chuva como esta.

Como observar a chuva de meteoros Oriônidas

(Imagem: Reprodução/Stellarium)

Infelizmente, teremos uma Lua cheia brilhante no céu, nascendo na mesma direção da constelação Órion (o radiante da chuva, daí o nome Oriônidas). Nosso satélite natural nasce por volta das 19h, e sobe rumo ao zênite (o ponto acima de nós no céu) junto de Urano, enquanto a constelação de Órion aparece no horizonte por volta das 23h. Assim, o melhor horário para observar a chuva de meteoros é após a meia-noite.

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Não é necessário nenhum equipamento astronômico para ver os meteoros. Aliás, quanto mais ampla a visão do céu, melhor. Portanto, procure um lugar aberto, livre de poluição luminosa e nuvens, e o espetáculo pode ser memorável. Para encontrar a constelação de Órion, basta procurar pelas famosas "Três Marias", que formam o cinturão d'O Caçador.

O melhor horário é por volta das 2h da madrugada, quando o radiante estará mais longe do horizonte. Neste momento, a constelação estará em direção ao nordeste, abaixo da brilhante Betelgeuse e acima da constelação de Gêmeos. Entretanto, olhe por todo o arredor desta região, já que os meteoros não aparecerão exatamente ali. O radiante é apenas de onde eles parecem se originar e serve como uma referência da direção onde podemos encontrar os riscos brilhantes.

Sobre o cometa Halley

O cometa P1/Halley (Imagem: Reprodução/W. Liller/NASA)

O cometa Halley leva cerca de 76 anos para orbitar o Sol uma única vez, e quando o faz, seus voláteis evaporam e poeira é arrancada de sua superfície, daí a característica cauda cometária. Essa "sujeira" de cometa permanece em uma lenta marcha ao redor do Sol, preservando um pouco do momento angular do cometa, e formando uma "nuvem" de grãos do tamanho de um caroço de azeitona.

Esse rastro se acumula desde as primeiras vezes que o cometa passou por aqui, por isso os astrônomos sabem prever com precisão a data em que nosso planeta passa pela nuvem, com pontualidade de dar inveja. O cometa Halley é muito famoso, não apenas pela nossa civilização, mas também por outros povos de milênios atrás. Tornou-se muito popular em sua última passagem devido às grandes campanhas de divulgação científica (e até mesmo de marketing, diga-se de passagem).

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