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Nova foto do buraco negro M87* revela mudança sutil em anel

Por| Editado por Luciana Zaramela | 30 de Janeiro de 2024 às 07h00

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Colaboração EHT
Colaboração EHT

Uma nova imagem do buraco negro M87*, o primeiro a ser fotografado pela humanidade, reforçou as descobertas de 2017 ao revelar a mesma aparência da foto original. Contudo, uma pequena mudança ajudou a confirmar uma das previsões teóricas sobre o objeto.

A primeira foto do buraco negro supermassivo M87*, localizado no centro da galáxia Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra, foi obtida pelo Event Horizon Telescope (EHT). A imagem “borrada” revela um anel brilhante de matéria super aquecida ao redor da sombra do objeto, exatamente como prevê a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.

Mais tarde, outros estudos utilizaram os mesmos dados coletados pelo EHT para revelar mais detalhes, como as análises de luz polarizada do anel brilhante. Foi assim que conseguiram informações sobre seu campo magnético e o plasma ao seu redor.

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Agora, usando observações do EHT realizadas em 2018, uma equipe produziu um trabalho independente para determinar restrições na estrutura do plasma e do campo magnético. Embora essas análises tenham sido feitas nos primeiros estudos, a ciência exige que todos os resultados de uma descoberta possam ser reproduzidos com outros conjuntos de dados.

Para obter as imagens inéditas, o EHT conta com a colaboração dos maiores observatórios já construídos, formando um telescópio virtual do tamanho de nosso planeta. Para aumentar ainda mais a sensibilidade e definição, eles integraram o Telescópio da Groenlândia ao grupo.

A análise dos novos dados foram realizadas com oito técnicas independentes e resultaram em uma imagem muito consistente com a de 2017. O diâmetro do anel permaneceu o mesmo no intervalo de um ano, exceto pela posição da região mais brilhante ao redor dele — houve um deslocamento no sentido anti-horário, comprovando a turbulência prevista anteriormente.

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Segundo o Dr. Britt Jeter, pós-doutorando na Academia Sinica Institute for Astronomy and Astrophysics em Taiwan, “a emissão do turbulento e confuso disco de acreção em torno do buraco negro fará com que a parte mais brilhante do anel oscile em torno de um centro comum […] algo que podemos usar para testar as nossas teorias para o campo magnético e o ambiente de plasma em torno do buraco negro”.

Os resultados foram publicados na Astronomy & Astrophysics.

Fonte: EHTAstronomy & Astrophysics