NASA escolhe lander para levar o robô que vai procurar água na Lua em 2023

Por Daniele Cavalcante | 11 de Junho de 2020 às 20h00
NASA Ames/Daniel Rutter
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No final de 2023, a Astrobotic levará à Lua um rover da NASA do tamanho de um rover chamado VIPER. Ele ajudará a agência espacial a mapear os lugares da superfície lunar onde a água pode ser encontrada, com o objetivo de beneficiar futuras missões que acontecerem por lá. Para pousar o VIPER com segurança, a Astrobotic usará um lander chamado Griffin.

Este lançamento fará parte do programa CLPS (Commercial Lunar Payload Services), criado pela NASA para que empresas comerciais possam ajudar a agência espacial a enviar cargas úteis para a Lua durante o programa Artemis (que deverá enviar a primeira mulher à Lua até 2024). O contrato que a Astrobotic assinou ao ser selecionada pela NASA para essa tarefa vale US$ 199,5 milhões.

Ainda não se sabe em qual foguete o VIPER (Volatiles Investigating Polar Exploration Rover), será lançado. Mas há bastante tempo para decidir. Aliás, a empresa ainda deve pousar outro veículo na Lua em 2021 e, nessa missão, ela planeja usar a próxima geração do foguete Vulcan da United Launch Alliance. Nessa ocasião, será enviada uma sonda menor, chamada Peregrine, para levar várias cargas pequenas à superfície da Lua para a NASA e outros clientes.

Já o VIPER descerá até a superfície lunar no lander Griffin, o veículo de pouso criado pela Astrobotic. Ele tem quase dois metros de altura e 4,5 metros de diâmetro. Depois deste pouso, o rover movido a energia solar começará a andar pela Lua e iniciará uma missão de 100 dias, percorrendo cerca de 20 km.

Ele contará com uma broca para perfurar a superfície enquanto tenta localizar a água, mapeando assim os recursos hídricos da Lua. O VIPER poderá ser controlado diretamente pelos operadores na Terra, permitindo que eles explorem a área quase em tempo real. Como o veículo vai andar por lugares sombreados, será o primeiro rover a contar com faróis para iluminar seu caminho.

Mapear a água lunar é um dos passos fundamentais que a NASA precisa dar para estabelecer a presença humana permanente e sustentável no nosso satélite natural. Sabendo onde há água para extrair do subsolo, os futuros astronautas da missão Artemis poderão não apenas consumi-la, como também utiliza-la para criar combustível de foguetes e oxigênio.

Fonte: NASA

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