NASA revela mais detalhes sobre a base que quer construir na Lua nesta década

Por Daniele Cavalcante | 06 de Abril de 2020 às 17h48
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A NASA enviou ao Conselho Nacional do Espaço um relatório que revela alguns novos detalhes do Programa Artemis, que não só levará a primeira mulher e o próximo homem à Lua, como também estabelecerá a presenta humana fixa por lá. O documento de 13 páginas resume os passos planejados pela agência para começar a realizar esse objetivo a parir de 2024.

Entre os detalhes do cronograma, está algo que a NASA chama de Artemis Base Camp, que pretende ser um local para ajudar na exploração lunar a longo prazo. Trata-se de um habitat fixado na superfície, talvez em um lugar chamado Shackleton Crater, que fica no polo sul da Lua. A Artemis Base Camp deverá ser capaz de hospedar até quatro astronautas que viajarem em missões lunares por até uma semana.

Infográfico que mostra a evolução do Programa Artemis e a base lunar (Imagem: NASA)

Esse acampamento também inclui outros recursos para oferecer aos astronautas uma infraestrutura para geração de energia, descarte de resíduos e para melhor comunicação, além de proteção contra radiação. Tudo isso estará disponível na base, junto da plataforma de alunissagem (nome para a aterrissagem feita na Lua). Este também poderá ser um local para testar novas técnicas de pouso para lidar com os problemas que a poeira lunar causa aos pilotos das espaçonaves.

Além da Artemis Base Camp, que estará sempre fixa no mesmo lugar, a NASA planejou dois sistemas de mobilidade: um rover para facilitar a movimentação dos astronautas pela superfície lunar e uma plataforma habitável móvel, que poderá abrigar pessoas longe da base por até 45 dias. A mesma estratégia também será usada em Marte, quando a NASA enviar seres humanos para lá - o que deve acontecer em meados da déacada de 2030.

Mais adiante, a Artemis Base Camp também poderá receber um meio de transporte, uma espécie de vagão ou tremonha que poderia andar sobre trilhos ou sobre uma esteira, para levar cargas úteis e equipamentos por toda a Lua. Esse transporte poderia ser operado pela equipe da base e movido por um combustível feito a partir dos recursos disponíveis na própria Lua, diz o relatório. Um radiotelescópio também poderia ser instalado por lá e operado remotamente no acampamento Artemis.

Ilustração da espaçonave Orion que se aproxima da estação Gateway (Imagem: NASA)

Por fim, o Programa Artemis reserva à estação Gateway (que orbitará a Lua) o papel de abrigar missões científicas análogas a Marte. Isso significa que equipes de até quatro astronautas serão treinadas na estação durante vários meses para imitar a duração de uma viagem a Marte. Depois, uma dupla visitará a superfície da Lua, tudo para simular uma missão de exploração marciana.

O foguete SLS, a espaçonave Orion, sistemas de pouso humano e novos trajes espaciais completam esse conjunto de equipamentos e tecnologias que a NASA está desenvolvendo para levar seres humanos de volta à Lua. A primeira missão tripulada do programa será a Artemis III, que levará astronautas ao nosso satélite natural por cerca de sete dias em 2024. Depois disso, a agência planeja enviar missões cada vez mais longas, aproximadamente uma vez por ano. Você pode conferir o relatório completo da NASA aqui.

Fonte: NASA

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