NASA começa a definir os objetivos científicos da missão lunar Artemis III

NASA começa a definir os objetivos científicos da missão lunar Artemis III

Por Danielle Cassita | 07 de Dezembro de 2020 às 19h30
NASA

A NASA tem planos para pousar a primeira mulher e o próximo homem na Lua em 2024 por meio da missão Artemis III, parte do programa Artemis. Agora, a agência espacial estabeleceu as prioridades científicas da missão, junto de um possível conjunto de atividades que são descritas em um relatório publicado nesta segunda-feira (7).

Composta por funcionários federais e experts em ciência lunar, a equipe Artemis III Science Definition iniciou reuniões em setembro para definir objetivos científicos e possíveis para a missão Artemis III, incluindo estratégias de coleta de amostras em solo lunar, estudos de campo e experimentos para lançamento. Ainda, a equipe explorou questões relacionadas a investigações e atividades essenciais em nosso satélite natural, além de formas de incorporar a ciência lunar ao conceito das operações para missões tripuladas por lá.

Segundo Kathy Lueders, administradora associada da Human Exploration and Operations Mission, da NASA, a ciência será parte íntegra das missões Artemis, e a agência quer planejar missões de descobertas humanas e científicas que façam jus ao trabalho da equipe: “o trabalho que a NASA já está fazendo na ciência vai ajudar na preparação para o pouso da Artemis III, em 2024, e aumentar ao máximo o valor científico de ter humanos outra vez na superfície lunar desde 1972”, diz ela.

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Durante o programa, a NASA tem planos para os astronautas realizarem atividades extraveiculares na Lua (EVA)(Imagem: Reprodução/NASA)

Assim como foi feito durante a era Apollo, cada segundo que os astronautas vão passar na superfície lunar será cuidadosamente planejado, e o relatório vai fornecer recursos para que os responsáveis pelo planejamento da missão desenvolvam atividades adequadas para a tripulação realizar na superfície lunar. Atividades relacionadas à geologia de campo, coleta e retorno de amostras e lançamento de experimentos fazem parte do conjunto de trabalho necessário para avançar no programa científico na Lua, além de definir as prioridades científicas que podem ser alcançadas no polo sul lunar.

Por enquanto, alguns detalhes das operações da missão ficam pendentes, já que o sistema e local de pouso, bem como outros aspectos específicos da arquitetura da missão ainda não estão bem definidos. “Queremos reunir o que era mais importante para a comunidade científica na Lua com o que os astronautas podem fazer na superfície lunar e como os dois podem se reforçar mutuamente”, disse Renee Weber, cientista-chefe do Marshall Space Flight Center. “O trabalho duro da equipe vai garantir que podemos aproveitar o potencial da missão Artemis III para nos ajudar a aprender como a Lua pode ser a porta para o resto do Sistema Solar”.

As investigações feitas na Lua vão ajudar os cientistas a entender melhor os processos que ocorrem tanto no Sistema Solar, quanto além dele. Também serão feitas investigações que deverão ajudar a NASA a compreender os riscos e recursos presentes no polo sul lunar, região em que a agência espacial espera estabelecer a Artemis Base Camp, a base fixa que deverá abrigar até quatro astronautas. Entretanto, levar humanos para lá outra vez em apenas quatro anos é uma tarefa ambiciosa, que talvez tenha impactos em seu cronograma em função de reduções orçamentárias.

Fonte: NASA

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