Módulo central da estação espacial da China finaliza testes e receberá cargas

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 19 de Maio de 2021 às 13h40
CMS

No fim de abril, a China lançou o módulo Tianhe à órbita terrestre. Trata-se do módulo central da estação espacial Tiangong-3, que será tripulada por taikonautas, o nome dado aos astronautas chineses. Segundo informações da China Manned Space Agency (CMSA), publicadas nesta terça-feira (18), os testes de função de plataforma do módulo já foram finalizados, e o Tianhe já entrou na órbita para iniciar as manobras necessárias para receber a nave cargueira Tianzhou-2.

Este é o projeto mais ambicioso já feito pelo programa espacial chinês. Nos últimos dias, foram realizados testes de função de plataforma para manobras e acoplagem, verificações para a estadia de astronautas e funcionamento dos braços mecânicos, além de verificações de performance em órbita para a aplicação de equipamentos espaciais. 

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A estrutura da estação Tiangong-3 (Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons/Saggittarius A)

A CMSA afirmou que as funcionalidades do Tianhe estão normais e que o módulo segue operando em boas condições. Agora, o componente já entrou na órbita para se preparar para as manobras e acoplagem da nave cargueira Tianzhou-2, que irá levar suprimentos para os futuros astronautas, além de equipamentos de laboratório e manutenção. O veículo foi levado para a plataforma no último domingo (16), mas ainda não há data certa para o lançamento.

Esta nave irá se acoplar ao módulo e abastecê-lo para receber taikonautas em breve, que irão para as instalações com a missão Shenzhou 12. Não há informações quanto a possíveis datas para esta missão ou sobre quem serão os taikonautas, mas, como o módulo já foi lançado, pode ser que eles voem já em junho deste ano. 

O módulo Tianhe é a maior e mais massiva espaçonave que a China já construiu, com mais de 16 m de extensão e diâmetro de aproximadamente 4 m. Sua estrutura possui os principais aposentos para os tripulantes, além de sistemas de propulsão e um sistema de portas múltiplas para a acoplagem, que facilitará a construção da estação e permitirá a realização de atividades extraveiculares.

As estimativas da China apontam para a realização de mais 10 lançamentos, incluindo missões tripuladas, para a finalização da estação. Quando estiver pronta, a Tiangong-3 irá funcionar na órbita baixa da Terra, com tempo de operação estimado para 10 anos — mas este número pode ser estendido para 15 anos se receber manutenções. O laboratório orbital chinês poderá abrigar três tripulantes por vez para estadias de até três meses, e poderá comportar até seis pessoas durante a rotação das tripulações.

Fonte: Xinhua

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